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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Lamiak e como atraí-las

 


No coração do folclore basco, encontramos as Lamiak, misteriosas criaturas que habitam rios, fontes e cavernas. Conhecidas por sua beleza encantadora, as Lamiak são seres femininos, muitas vezes comparados a sereias ou ninfas em outras mitologias europeias. Elas possuem uma dualidade fascinante: Enquanto a parte superior de seus corpos é humana, seus pés são frequentemente descritos como de aves, cabras ou patos, revelando sua natureza sobrenatural.

Esses seres são conhecidos por sua ligação com a água e com o trabalho humano. As Lamiak, segundo as lendas, ajudavam os humanos na construção de pontos e edifícios, exigindo apenas discrição e respeito como pagamento. Contudo, a falta de gratidão ou qualquer ofensa às Lamiak poderia levar a sua retirada definitiva.

Se você deseja se conectar com a energia dessas entidades mágicas, há formas tradicionais de homenageá-las e atrair sua presença. Abaixo, exploramos como agradar as Lamiak com oferendas e um feitiço simples para evocar sua energia.


Oferendas para as Lamiak


As Lamiak valorizam tudo o que é puro e natural. Deixar oferendas em rios, fontes ou cavernas pode ser uma forma de honrá-las e buscar sua bênção. Aqui estão algumas sugestões:

Mel: Um presente clássico e apreciado por muitas entidades da natureza.

Flores silvestres: Especialmente flores brancas ou amarelas, que simbolizam pureza e luz.

Pentes ou escovas: Na tradição basca, as Lamiak adoram pentear seus longos cabelos à beira da água. Um pente bonito pode ser uma oferenda valiosa.

Cristais ou pedras bonitas: Quartzo, ametista ou pedra polidas pela água são ótimas escolhas.

Pães ou bolos simples: Alimentos artesanais feitos com carinho também são bem recebidos.

Dica: Deixe suas oferendas ao amanhecer ou ao entardecer, horários associados à energia mágica. Sempre tenha em mente o respeito pela natureza e evite materiais que possam poluir o ambiente.



Feitiço para atrair as Lamiak


Este feitiço simples combina a magia da água com a intenção de atrair as Lamiak. Ele pode ser usado para buscar inspiração, proteção ou até mesmo auxílio espiritual.


Ingredientes


*Uma tigela de água pura (preferencialmente de fonte ou rio, mas pode ser filtrada se não for possível).

*Um pente novo ou um cristal (como o quartzo).

*Um punhado de flores frescas.

*Uma vela branca.

*Algumas gotas de mel.


Passo a passo:


Realize o feitiço próximo a uma fonte de água natural, se possível. Se não, monte um pequeno altar com a tigela de água.

Acenda a vela branca e posicione-a ao lado da tigela de água. Coloque as flores ao redor da tigela e adicione algumas gotas de mel na água.

Segure o pente ou cristal nas mão e diga em voz alta:


"Lamiak, senhoras das águas,

De beleza e sabedoria sem igual,

A vocês eu ofereço estes dons,

Que a harmonia e a magia venham ao meu lar".


Coloque o pente ou cristal dentro da tigela de água como símbolo da sua intenção de atrair a presença das Lamiak. Após o ritual, despeje a água da tigela em uma fonte natural (ou em um jardim) como uma forma de devolver a energia à natureza. Deixe o pente ou cristal no altar por alguns dias como símbolo da conexão com elas.



Fossegrim e como invocá-lo

 


O Fossegrim, também conhecido apenas como Grim, é uma figura encantadora e misteriosa do folclore escandinavo. Ele é um espírito das águas que habita riachos, cachoeiras e rios. Tradicionalmente é descrito como um homem belo, com cabelos longos e dourados, muitas vezes visto tocando sua harpa ou violino ao som das águas correntes. Seu instrumento emite uma música mágica que hipnotiza aqueles que a escutam, transportando-os para um estado de profunda contemplação ou até mesmo conduzindo-os ao mundo espiritual.

Embora o Fossegrim seja conhecido como um excelente músico, a lenda diz que não compartilha seus dons facilmente. Aquele que deseja aprender sua música ou obter sua ajuda deve conquistá-lo com oferendas apropriadas e invocações específicas.


Invocando o Fossegrim


Antes de tentar invocar o Fossegrim, é importante lembrar que ele é um espírito da natureza, associado ao equilíbrio e respeito pelos elementos. Não se deve invocá-lo por mera curiosidade ou uma intenção clara, pois espíritos naturais podem se ofender facilmente com falta de reverência.


Materiais necessários para o ritual


Escolha um riacho ou cachoeira em um local isolado e pacífico. É essencial que a água seja pura e corrente, pois o Fossegrim só aparece em ambientes limpos e respeitados pela natureza.

Um pedaço de carne de cordeiro bem gordurosa (tradicionalmente mencionada nas lendas).

Alternativamente, manteiga de alta qualidade ou queijo fresco pode ser usado.

Se você deseja pedir sua ajuda musical, leve um violino ou outro instrumento de cordas.


Passo a passo para a invocação


Antes de iniciar o ritual, limpe sua mente de pensamentos negativos e conecte-se com a natureza ao seu redor. Retire calçados, se sentir que isso o conecta mais ao ambiente.

Coloque o pedaço de carne ou a manteiga em uma pedra próxima ao curso d'água, mas certificando-se de que ela não será levada pela corrente antes que o Fossegrim receba sua energia.

Se você estiver pedindo aprendizado musical, deixe o instrumento ao lado da oferenda.

O Fossegrim é atraído por música e harmonia. Cante, recite um poema ou toque uma melodia suave enquanto se concentra em sua presença. Um exemplo de canto seria:


"Ó espírito das águas, Fossegrim,

Mestre das cordas, guardião do rio,

Ouça meu chamado em sincero tom,

Venha a mim, sábio e bom.

Aceite minha oferta, ó Grim encantado,

E compartilhe o dom que lhe foi dado".


Após fazer a invocação, mantenha-se em silêncio e observe o ambiente ao redor. Você pode sentir uma leve mudança no vento, no som da água ou até ouvir uma melodia distante. Se o Fossegrim aceitar sua oferta, ele pode se manifestar em forma de uma visão, som ou sensação.


O que esperar do Fossegrim



O Fossegrim não fala de forma convencional. Ele pode se comunicar através da música ou de sinais na água. Se você pediu o dom da música, ele pode conceder uma habilidade inata para tocar instrumentos ou inspirar melodias que você nunca imaginaria.

Lembre-se, porém, de nunca irritá-lo ou desrespeitar o local de sua invocação. Espíritos como o Fossegrim são protetores da natureza e podem retaliar caso sintam que suas águas ou seu espaço foram poluídos ou violados.



domingo, 3 de março de 2019

Apsaras

As apsaras (do sânscrito apsarah, singular apsarah; interpretado como "essência das águas", "movendo-se nas águas", ou "movendo-se entre as águas") são divindades celestiais femininas da mitologia indiana, aproximadamente equivalente às ninfas da mitologia grega. Vivem no Svarga, o paraíso de Indra. São as amantes dos gandarvas e as dançarinas dos deuses. Originalmente, podem ter simbolizado as nuvens ou as brumas arrastadas pelo sol. Sua líder era Ursavi, que se tornou amante do rei Pururavas.
         As apsaras podem assumir qualquer forma à vontade e frequentemente aparecem como pássaros aquáticos. Os guerreiros que morrem em batalha são conduzidos por elas, em carros coloridos e brilhantes, ao paraíso de Indra - um papel semelhante ao das valquírias na mitologia nórdica.
       A ancestralidade dessas entidades varia conforme as versões. Elas e os gandarvas saíram do corpo desmembrado de Prajapati, ou nasceram do Batimento do Oceano depois do surgimento da parijata (Erythrina indica, também conhecida como "brasileiro Ho", pelas folhas verde-amarelas), sua árvore favorita e que atende desejos. Ou ainda, brotaram de Bhasi, a "mãe das aves", ou de Vac.


Os deuses frequentemente enviam apsaras para seduzir rishis e ascetas e as apsaras eram então, acusadas de causar a loucura. Suas outras características são a promiscuidade, falta de sentimentos maternais e o abandono de seus filhos terrenos quando desejam retornar a sua morada celestial.
       O atharva veda inclui um feitiço para ser usado contra inimigos sobrenaturais, particularmente apsaras, cujos nomes, representam certos odores. Entre estas estão Guggulu (bdelio), Nalardi (Nardo), Pramandani (uma planta de aroma picante) e Auksagandhi (com cheiro de boi). Mas o aroma da terra-mãe, do qual apsaras e gandarvas compartilham, era bem considerado.
        Tanto os gandarvas quanto as apsaras "ficam" em árvores das floresta, ou moram nelas, especialmente nas figueiras nyagrodha (ficus indica), ashvatta (ficus religiosa, a figueira sagrada), e udumbara (ficus glomerata), nas quais pode-se ouvir o som de seus cimbalos e alaúdes. Elas são procuradas para dispensar seus favores e procissões de casamento e trazer sorte em jogos de dados.
        O budismo popular adotou as apsaras e o Mahavastu diz que elas usam colares de flores e muitas joias. São descritas, também, em vários dos contos Jataka como "de pés de pomba" (Kakuta padiniyo) e serviçais de Sakka, isto é, Indra.
        O Satapatha Brahmana diz que Varuna é servido por Gandarvas e Soma por Apsaras. As últimas são estreitamente associadas com as águas e a fertilidade e foram mais significativas na literatura mais antiga do que na posterior.



Gandarvas

O Atharva Veda descreve os Gandarvas (do sânscrito gandharva) como seres peludos, meio animais, associados à água, mas com um forte cheiro de terra. Às vezes, são representados com a metade superior do corpo humano, e a metade inferior de ave, e com asas nas costas. Outras vezes, como homens belos, ainda que afeminados.
       No Mahabharata, diz que os gandarvas são os músicos e as apsaras as dançarinas dos deuses. São, coletivamente, vistos como seres radiantes que cantam docemente nas montanhas, mas podem ser perigosos, principalmente no crepúsculo, quando — junto com os yakshas e rakshasas — perambulam pela floresta e assombram as lagoas. Mas grandes poderes de cura também lhe são atribuídos, bem como a capacidade de causar insanidade.
        Quando Varuna, seu senhor, tornou-se impotente, eles restauraram sua virilidade com um afrodisíaco.
        Em uma seção do Agni Purana sobre o cuidado de cavalos, o cavalo, em uma encarnação anterior, é dito ser o filho de um chefe gandarva.
        No folclore budista, os gandarvas são servidores dos devas, que vivem no Reino Caturmaharajika. Tanto no Budismo quanto no Hinduísmo, eles estão relacionados ao casamento, ou antes, com a concepção, como um ser em busca de renascimento.
      A associação hindu dos gandarvas com o casamento e a proteção de virgens pode ter-se originado da proteção de Surya pelo gandarva védico, quando ela estava para se tornar noiva do sol. Diz-se que eles amam as mulheres e estão sempre a pensar nelas. Entre os vários tipos de casamentos a que o código de Manu se refere está o "casamento gandarva", que não depende de consentimento dos pais, mas apenas de acordo e afeição mútua.
       Os gandarvas e as apsaras podem, também, causar loucura; oferendas propiciatórias devem, portanto, ser feitas a eles. Os cavacos para o fogo sacrificial devem de madeira de nyagrodha (ficus indica), udumbara (ficus glomerata), plaksha ou ashvatta (ficus religiosa, a figueira sagrada), pois estas árvores são a morada destes seres. Pode-se proteger deles com amuletos.
        Nos hinos de Rigveda, o gandarva é um indivíduo único, que vive na atmosfera, chamada o gandarva celestial (divya gandharva) e vivavasu. É o guardião do soma celestial, ou seja, a chuva, ou pode representar a própria nuvem de chuva, é descrito como iluminando os dois mundos, céu e terra, que são chamados seus pais. Pode ter sido um Deus tribal indo-ariano ou ter uma origem ainda mais antiga.
     No sacrifício vajapeya, o gandarva é um ser divino que purifica pensamentos. Em outra passagem, Agni é chamado o gandarva, assim como candramas (a lua), prajapati e vayu. Morte, também é chamada de gandarva.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Ritual para se conectar com os elementais



Indicado também para quem busca o equilíbrio com os quatro elementos.

Você vai precisar de:


*Uma taça (ou copo de vidro) com água adoçada com açúcar ou mel.
*Um incenso de sua preferência
*Uma vela branca comum
*Um cristal (uma pedrinha também serve), ou um galho de árvore.

Como fazer:


Acenda a vela e o incenso. Fecha os olhos e inspire e respire profundamente. Sinta o ar entrando e saindo de seus pulmões. Se puder, fique descalço para sentir a terra. Diga:

Seres elementais a vocês, eu retorno...
Elfos e gnomos, seres da terra...
Guiem-me com sua sabedoria
 Traga aos meus dias, a alegria e a luz que irradia.

Visualize a energia da terra saindo do chão e subindo até você. O ideal seria que você decorasse as palavras e não abrisse os olhos, mas se não for possível, pode abrir rapidinho, logo após a cada visualização, ou, usar um gravador (é só gravar com pausas...).

Seres elementais a vocês, eu retorno...
Ondinas e ninfas, seres das águas...
Guiem meu coração
Ajudem-me a conciliar razão e emoção
E não ser dominado (a) por nenhum e nem outro.
Traga aos meus dias, amor e paixão.


Visualize uma chuva morna e dourada caindo sobre você, ou se preferir, pode visualizar que está à beira de um riacho de águas cristalinas. Seria interessante ouvir o barulho das águas em movimento nesse instante, por isso, se puder baixe no you tube algum vídeo com o som das águas.

Seres elementais, a vocês eu retorno...
Silfos e fadas, seres do ar...
Guiem-me com sua poderosa intuição
Iluminem minha mente para que eu possa encontrar a solução dos meus problemas, esquecer o passado e olhar pra frente.
Tragam aos meus dias a beleza e leveza.

Visualize e sinta uma lufada de ar, ou várias borboletas a sua volta (eu sempre visualizo as borboletas e dá mais certo pra mim).

Seres elementais a vocês, eu retorno...
Salamandras, seres do fogo...
Guiem-me rumo à vitória
Que quando tudo parecer perdido
Possa eu encontrar minha força interior
Alimentar minha chama interna com o poder superior
Tragam aos meus dias força e coragem.

Visualize as chamas (elas aquecem, mas nunca queimam) ao seu redor, formando um círculo. Sinta o seu colar. Aceite os quatro elementos como parte de seu ser. Agora vocês são um todo e um só. 
Se quiser pedir alguma coisa a eles o momento é esse, ou se só quiser agradecer, também. 
Abra os olhos devagar ou fique mais um tempinho nesse estado, pode ser que ouça ou sinta alguma coisa. Não se assuste. 
São os elementais dizendo um “oi” e se você se assustar, eles vão ficar chateados e vão embora. Deixe a vela e o incenso queimarem até o fim. 
A água você pode jogar diretamente na terra, depois. A pedrinha ou o galho, você deve guardar como um amuleto. Pode deixar na sua bolsa ou embaixo do travesseiro ou onde lhe der na telha. Seria bom que sempre que refizesse o ritual, usasse a mesma pedra ou galho. Recomendo fazer esse ritual ao menos uma vez por mês, mas se quiser fazer mais vezes, pode. ©

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Fadas da água

   As fadas da Água, muitas vezes são confundidas com as ninfas. É natural que uma pessoa comum que não está familiarizada com a magia e com os elementais as confunda, mas não uma bruxa. Aliás, eu acho inadmissível que alguém que se diz "wiccano" não conheça ao menos um ou dois seres dos quatro elementos. Vamos estudar, meus amores. Aposto que vocês conhecem cantores e atores de A a Z, mas e os elementais? Você sabe a diferença entre uma fada da água e uma ninfa? Por favor, não responda que são as asas! Eu riria de você, inocente.
   
  As fadas da água são muito belas - como a maioria dos elementais da Água - e diferem das ninfas, especialmente, por seu tamanho. Digamos que as ninfas da água são baixinhas como a Sol de Rebelde (mas legais, eu juro!) e, as fadas são altas como a Gisele Bundchen. Elas também podem ser aladas e possuírem uma cauda, assim como as sereias. No entanto, sua cauda costuma ser menor (a cauda de uma sereia pode ser MUITO grande) e brilhante. Seus cabelos são longos e sedosos, em cores naturais - castanho, loiro, preto e ruivo -, diferente dos das sereias que podem variar de dourado a verde. É, os filmes de sereias são bem mais fiéis à mitologia que os de fadas. Pelo menos isso!
   As fadas da água possuem uma voz encantadora, assim como os demais seres desse elemento. O riso delas é tão contagiante que é capaz de fazer qualquer pessoa triste se alegrar de repente. E, mais, uma vez que você ouve o riso de uma dessas fadas, acredita-se que ele te acompanha para sempre. É como se você fosse enfeitiçado e enfim encontrasse a felicidade (eu estou precisando encontrar uma dessas para deixar de ser amarga) plena. Já se você ouvir uma dessas fadas chorando, você ficará muito triste - mesmo que tenha ganhado na loteria - e, se não tapar os ouvidos e fugir correndo, será tomado pelo impulso de se matar. Mas não precisa ter medo, para uma fada da água ficar tão deprimida a ponto de influenciar outras pessoas a se sentirem da mesma forma, algo terrível tem de acontecer, como ela perder um parente querido ou sofrer uma desilusão amorosa. E para ela ficar tão feliz a ponto de te deixar com um sorriso insano no rosto para sempre, algo maravilhoso tem de acontecer na vida dela, como... Sei lá, ela ter um filho ou encontrar o grande amor da vida dela. Essas fadas são muito sensíveis e se ofendem facilmente. Temos de ter muito cuidado com elas, com o que dissemos ou prometemos. Pois, se prometermos algo que não possamos cumprir depois, elas podem se magoar e se afastar. Elas não estão acostumados com os humanos e os observam de longe. Por isso, muitas vezes, elas são injustamente consideradas como frias e egoístas. Isso, por não compreenderem as emoções humanas. Podendo rir e dançar alegremente em um funeral ou chorar amargamente em um casamento ou nascimento. Sei que à primeira vista, isso parece diabólico, mas as coisas não são como parecem. Lembremos que, embora os elementais sejam semelhantes a nós, fisicamente, não são humanos. São elementais! E elementais são bizarros por natureza - assim como os deuses -. Fadas sabem que a morte não é o fim, e sim um novo recomeço. Por isso, não choram. Elas celebram uma nova vida que em breve surgirá.
Ok. Agora, por que elas choram durante um nascimento, por exemplo? Simplesmente, porque elas preveem uma vida cheia de desafios e obstáculos para aquela nova alma. E elementais não estão acostumados a uma vida cheia de altos e baixos. Por isso, eles levam tudo tão a sério e se ofendem tão facilmente. Perder um amor pode ser fatal para um elfo ou uma ninfa, pois eles desconsideram aquele ditado "A fila anda". Eles são dramáticos mesmo.
   Mas se você ainda acha estranho ver uma fada dançando num funeral (imaginem que cena linda, uma bela mulher vestida de preto dançando entre os túmulos) ou se acabando em lágrimas em um casamento (acho que todo mundo deve imaginar que ela está apaixonada pelo noivo), saiba que se ela ficar comportadinha durante um evento tão importante como a morte, o nascimento ou o casamento é sinal de mau presságio. Que o casamento não vai ser um mar de rosas, que a criança vai morrer ou sofrer muito na vida ou que o morto não está em um bom lugar.
   Essas fadas possuem o dom da cura e da profecia.

Oferendas para as fadas das águas:

 

Cores: Azul, branco, rosa-claro e verde-claro.
Incensos: Flores, incenso da Lua e qualquer um ligado à vidência.
Alimento: Pão doce, leite, cidra, mel e morangos com creme.

   Para agradar essas fadas, você pode ir até uma fonte, um rio ou uma cachoeira e oferecer a elas um pão doce quentinho e macio (ou qualquer uma das oferendas citadas acima). Também pode deixar uma flor bonita na água e cantar uma canção para elas. Mas tem de ser uma canção que toque o seu coração. Se não sabe cantar, pode reproduzir a música pelo seu celular. Mas vê lá. Não vai fazer isso numa praça e pagar o maior mico. Tem fontes artificiais de diversos tamanhos a venda (as mais pequenas custam entre R$ 50 e R$ 100,00). Compre uma e acenda a vela e o incenso. Pode colocar um quartzo branco ou rosa na água. Ou então, pegue uma bacia grande, vá na sua banheira (não recomendo, pode ser sinistro ter uma fada na sua banheira) ou na piscina. Mas saiba que o local onde você escolher contatá-la será especial e sempre que quiser falar com ela, deve voltar ao mesmo. Por isso, escolha com cuidado. ©

Quer saber mais sobre fadas? Então conheça:
http://adancadasfadas.blogspot.com.br 

sábado, 3 de novembro de 2012

Lamiak


       No folclore basco, as Lamiak (singular, Lamia) são descritas como belas mulheres de pés de pato, garras de ave ou rabo de peixe. Moram nos rios e fontes, onde costumam pentear suas longas cabeleiras com cobiçados pentes de ouro. Algumas lendas dizem que são uma personificação da deusa Mari. O nome parece estar relacionado ao das vampirescas Lâmias gregas, mas as Lamiak bascas são entidades relativamente benignas, mais semelhantes às ninfas gregas ou às Janas  do folclore mediterrâneo. Normalmente amáveis, diz-se que ajudaram os homens a construir dólmens e pontes, mas enfurecem-se se lhe são roubados os pentes. Diz uma lenda que uma mulher roubou o pente de uma lâmia e esta começou a amaldiçoá-la, mas não conseguiu porque o soar dos sinos da igreja salvou a mulher. Outra lenda fala de um pastor que ouviu um canto maravilhoso e, ao segui-lo, encontrou uma bela jovem sentada sobre uma rocha, que passava um pente de ouro sobre seus cabelos loiros, que lhe chegavam aos pés. Ao ver o rapaz, mergulhou n' água, mas depois reapareceu. O pastor apaixonou-se pela jovem e a visitou dias seguidos, até que ela o pediu em casamento. O rapaz aceitou e ela lhe deu um anel. Ao chegar em casa, porém, não sabia dizer como se chamava a noiva ou quem eram seus pais, apenas que era formosa, formosa...
  A mãe suspeitou que o filho estava enfeitiçado e pediu conselhos a parentes e vizinhos, que lhe disseram que se fosse estrangeira tal coisa, se fosse bruxa outra... E o mais velho da aldeia lhe que se fosse uma lâmia teria pés de pato.  A mãe fez o filho prometer que prestaria atenção nos pés da moça. Ele imediatamente foi vê-la e a encontrou n' água, mergulhando e brincando com os peixes, mas desta vez reparou nos pés, e eram pés de pato. Voltou para a casa de coração partido, pois humanos não se casavam com lâmias. Adoeceu e delírou com a febre, vendo o rosto da amada e ouvindo sua voz o chamando "Zatoz, maitea, zatoz" (vem querido,vem). O rapaz acabou morrendo. No dia de seu enterro, a lâmia apareceu em sua casa, cobriu-lhe o corpo com um lençól de ouro e beijou-lhe os lábios. Seguiu o cortejo até a porta da igreja, onde não podia entrar por ser solo consagrado. Retornou então às montanhas e tanto chorou por seu amor perdido que brotou ali um manacial que recorda o amor impossível entre a lâmia e o pastor.

Nixes




 Os Nixes ( singular masculino Nix, feminino Nixe ou Nixie) são entidades dos rios que podem atrair os homens para o afogamento. Nas línguas latinas, o termo é freqüentemente traduzido como ondinas. Quando femininas, essas entidades são também chamadas Loreleis, generalizando o nome de uma famosa nixe do Reno.



Nixes no folclore alemão



 Os machos podem assumir formas diferentes, inclusive a de humano, peixe e serpente.
 As fêmeas são belas mulheres com cauda de peixe. Esses seres são considerados malignos em algumas regiões, mas inofensivos e amigáveis em outras.
  No século XIX, Jacob Grimm mencinou a nixe entre os espíritos d' água que gostam de música, dança e canções e disse que "com sua canção, a nixe arrasta os jovens para si mesma e para as profundezas, como as sereias." Segundo Grimm, elas  podem parecer, mas tem leves traços animais: o macho tem orelha fendida e a fêmea, a barra da saia molhada.
   Uma nixe famosa do folclore alemão é Lorelei. Segundo a lenda, ela sentava na rocha no Reno que leva o seu nome ( uma rocha de 120 metros de altura perto de St. Goarshausen, na Renânia - Palatinado), no ponto mais estreito do rio e distraía pescadores dos perigos dos recifes com o som de sua voz. O nome significa "Rocha murmurante", do antigo dialeto alemão do Reno Lureln (murmurar) e Ley ( rocha) pois uma pequena cascata e as fortes correntes produzem um murmúrio que é amplificado pelo eco da rocha.
  Na Suíça, existe a lenda de uma nixe que vivia no lago Zug, no cantão do mesmo nome.


Nixes no folclore escandinavo



       Os termos escandinavos Näcken ou Strömkarlen ( sing. Näck ou Strömkarl) em sueco, Nokken, Grimm ou Fossegrim em norueguês, referem-se a espíritos masculinos da água que tocam canções encantadas no violino, atraindo mulheres e crianças para se afogarem nos lagos e rios. Nem todos esses espíritos eram, porém, malévolos.
      Muitas histórias indicam que pelo menos os Fossegrim eram inofensivos à sua audiência e atraiam não só mulheres e crianças, mas também homens para a sua doce canção. Também há contos nos quais o fossegrim aceita viver com uma humana que se apaixonou por ele, mas geralmente ela acaba indo embora com o fossegrim para a sua casa, geralmente uma cachoeira ou riacho. Os fossegrim ficam deprimidos se não têm contato livre e regular com uma fonte d' água.
         Se abordados de maneira apropriada, o fossegrim pode ensinar um músico humano a tocar tão bem "que as árvores dançarão e as cachoeiras se deterão ao ouvir sua música".  Uma tradição diz que se deve fazer ao nix uma oferenda de três gotas de sangue, um animal negro e um pouco de brännvin (vodka escandinava) ou snus ( rapé molhado) jogados n' água.
  É difícil descrever sua aparência, pois uma de suas características é o poder de mudar de forma. Pode se mostrar como um belo jovem tocando violino nos riachos e cachoeiras (mais ou menos elegantemente vestido nos contos folclóricos, hoje frequentemente imaginado nu), mas também pode aparecer como um tesouro, um objeto flutuante, ou um animal, mais freqüentemente um "cavalo do rio". Os nomes escandinavos são derivados do nórdico antigo nykr, "cavalo do rio". É provável que o cavalo do rio tenha precedido a personificação do nix como o "homem das corredeiras".
        A música fascinante dos nixes era mais perigosa para mulheres grávidas e crianças não batizadas. Supunha-se que eles eram mais ativos nas noites do Solstício de verão (festa de são João), na véspera do natal e nas quintas-feiras.
   Quando um nix malévolo tenta levar embora uma pessoa, pode ser derrotado se chamado pelo seu nome. Isso pode ser a morte para eles.
  O nix era também um prenúncio de afogamentos. Ele grita em um ponto de um lago ou rio, de maneira parecida a uma mobelha (ave aquática, gavia immer) e nesse lugar ocorrerá um acidente.
       Nos contos românticos do século XIX, o nix canta sobre sua solidão e seu anseio por salvação, que supostamente, jamais poderá ganhar, pois não é "filho de Deus". Em um poema do poeta sueco E.J Stagenelius, um menino se apieda do destino do nix e assim salva a própria vida. No poema, o menino diz que o nacken jamais será um "filho de Deus" que" traz lágrimas ao rosto" e que "nunca tocará de novo no riacho prateado".
       Na Escandinávia, os nenúfares são chamados "rosas nixes". Um conto da floresta de Tiveden conta como a floresta ganhou seus nenúfares vermelhos pela intervenção do nix:

          À margem do lago de Fagertärn, havia um pobre pescador com uma bela filha. O pequeno lago dava pouco peixe e o pescador tinha dificuldade em alimentar sua pequena família. Um dia, quando pescava em sua pequena canoa de carvalho, ele encontrou o nix, que lhe ofereceu grandes pescarias se lhe desse sua bela filha quando ela fizesse dezoito anos. O pescador, desesperado,aceitou. No dia em que a moça fez dezoito anos, ela foi à beira d' água encontrar o nix, que alegremente lhe disse que descesse à sua morada aquática. A garota, porém, puxou uma faca e disse que ele nunca a teria viva, meteu a faca no coração e caiu morta no lago. Seu sangue então, coloriu os nenúfares de vermelho e desse dia em diante os nenúfares de alguns lagos são vermelhos. Eu, particularmente, acho que essa garota cometeu um erro porque ao se matar, ela condenou a própria alma, e com certeza, o nix deve ter ceifado ela.


Se você deseja invocar um Fossegrim, pode fazer o seguinte feitiço por sua própria conta e risco:

Fossegrim e como invocá-lo


 

Asrai e outros elementais da água

Pequenos e delicados seres da água que, se capturados à luz do dia, transformam-se em poças d'água.


Selkies - Uma variação de nossa Iara e nosso boto, são seres encantados da água  na forma de focas. As fêmeas podem deixar sua pele de foca e passear pela cidade, mas se alguém encontrar sua pele, ela é obrigada a ser uma boa esposa, embora triste. Se ela um dia recuperar sua pele, no entanto, voltará alegremente para a água e seu marido definhará até a morte. Os machos selkies provocam tempestades e viram navios par vingar a morte cruel das focas.

Each-uisge - Também chamado ech-oosh-kya e aughisky, é mais perigoso que o kelpie, pois é inofensivo quando está em terra, mas assim que avista a água, salta com seu viajante desavisado dentro dela e o devora por completo, deixando apenas o fígado.

Urish- habita as lagoas da Escócia e gosta da companhia humana, mas sua aparência estranha faz com que os humanos fujam dele. Ele possui patas de cabra e orelhas pontudas, como um sátiro, mas com ar bucólico.

Iara - Na forma de uma bela mulher que fica à beira dos rios, atraindo com sua bela voz homens incautos. Ela pode aparecer como uma sereia e tem sempre cabelos longos e escuros que vive a pentear. Ela toma conta dos rios e da água doce, mas há de se ter cuidado, pois seu encanto atrai pessoas para afogá-las.