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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Oferendas para atrair as ninfas

 


Como Honrar Dríades e Ninfas das Águas com Respeito e Harmonia

As ninfas são espíritos naturais antigos, ligadas à vitalidade do mundo vivo. Diferente de deuses distantes, elas habitam árvores, rios, fontes, lagos e mares, sentindo o toque humano com sensibilidade extrema. Onde há beleza natural, há a possibilidade de uma ninfa estar presente.

Na tradição pagã e wiccana, as ninfas não são servas nem entidades a serem comandadas. Elas respondem à delicadeza, à sinceridade e ao respeito. Uma oferenda feita com o coração aberto vale mais do que qualquer ritual elaborado sem intenção.


Oferendas Aceitas pelas Dríades (Ninfas das Árvores)



As dríades são guardiãs das árvores e dos bosques. Cada dríade está profundamente ligada à árvore que habita, sentindo sua dor, sua força e seu ciclo.


Oferendas tradicionais:

Frutas frescas (maçã, pera, uva, morango)

Mel puro (em pequena quantidade)

Pães simples ou bolos caseiros

Flores colhidas com permissão

Água limpa em recipiente natural

Incensos suaves (lavanda, rosa, sândalo)

Fitas verdes ou marrons amarradas com intenção

 Evite plástico, objetos artificiais ou qualquer coisa que polua o ambiente.


No que as dríades podem ajudar:


Cura emocional

Conexão com a natureza

Proteção do lar

Fertilidade criativa

Equilíbrio energético

Fortalecimento espiritual



Oferendas Aceitas pelas Ninfas das Águas



As ninfas das águas como náiades, oceânides e nereidas habitam rios, fontes, lagos e mares. Elas representam emoção, fluidez, intuição e transformação.


Oferendas tradicionais:


Flores claras ou pétalas soltas

Água com mel ou água com frutas

Leite (opcional, sempre em pouca quantidade)

Conchas, pérolas simbólicas

Velas brancas ou azuis (em segurança)

Perfumes naturais ou óleos florais

Cantos suaves ou poemas sussurrados

Sempre devolva à natureza apenas o que não a fere.


No que as ninfas das águas podem ajudar:


Equilíbrio emocional

Sonhos e intuição

Limpeza espiritual

Inspiração artística

Alívio de tristezas profundas

Desbloqueio energético


 Invocação às Dríades


Pode ser feita em um bosque, jardim ou diante de um altar natural:


Dríades antigas, filhas da raiz e da flor,

 Que habitam o tronco, o galho e o rumor.

 Trago este gesto com respeito e atenção,

 Não peço domínio, apenas conexão.

Se for do vosso agrado, aproximai-vos de mim,

 Em paz, em cuidado, que seja assim.

 Que a árvore prospere, que o lar se proteja,

 Sob vossa guarda, que a vida floresça.



Invocação às Ninfas das Águas


Ideal para ser feita perto da água ou com um recipiente sobre o altar:


Ninfas das águas, do rio ao mar,

 Do espelho da fonte ao sal do luar.

 Recebam esta oferenda singela e pura,

 Feita com alma aberta e intenção segura.

Que a água flua, que a dor se dissolva,

 Que o coração se limpe e a intuição envolva.

 Se for do vosso querer, caminhem comigo,

 Em sonhos, em paz, como antigo abrigo.



Como Representar as Ninfas no Altar


Você pode representar as ninfas de forma simbólica ou imagética, conforme sua sensibilidade:


Para dríades:

Galhos secos ou folhas

Madeira natural

Pedras verdes

Imagens de árvores femininas

Tons verdes e terrosos



Para ninfas das águas:


Conchas, taças com água

Pedras claras ou azuladas

Espelhos pequenos

Imagens femininas ligadas à água

Tons brancos, azuis e prateados

 Não é necessário ter imagens humanas. Símbolos naturais são igualmente poderosos.



Encerramento


As ninfas respondem à gentileza. Elas se afastam do desrespeito. E florescem onde há escuta verdadeira.

Honrar uma ninfa é honrar a própria Terra.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Meditações para atrair Ninfas da Terra e Ninfas da Água

 


As ninfas, seres encantados ligados à natureza, são guardiãs de lugares mágicos e portadoras de sabedoria ancestral. Entre elas, destacam-se as ninfas da terra, que protegem florestas e campos, e as ninfas da água, que habitam rios, lagos e mares. Conectar-se com essas entidades pode trazer inspiração, cura e um senso profundo de comunhão com a natureza.

Neste post, você aprenderá duas meditações simples e poderosas para atrair as ninfas da terra e da água.



Meditação para atrair as ninfas da terra


Essa meditação é ideal para aqueles que desejam se conectar com a energia de estabilidade, crescimento e abundância proporciona pelas ninfas da terra.


Você vai precisar de:


*Um lugar ao ar livre, de preferência em um bosque, parque ou jardim.

*Um cristal ligado à terra (ex: quartzo verde, jaspe ou turmalina negra).

*Um punhado de folhas, flores ou sementes.


Passo a passo:


Encontre um espaço tranquilo onde você possa se sentar diretamente no chão. Se possível, escolha um lugar onde o som da natureza seja predominante.

Segure o cristal com a mão dominante e espalhe as folhas ou sementes ao seu redor em um pequeno círculo. Feche os olhos e respire profundamente.

Imagine raízes saindo de seus pés e se aprofundando na terra. Sinta a força e a estabilidade do solo abaixo de você.

Diga em voz alta ou mentalmente:


"Ninfas da terra, guardiãs das florestas e campos, compartilhem comigo sua sabedoria e sua energia de renovação. Eu venho em paz, com amor e respeito pela natureza".


Visualize pequenas luzes verdes ou douradas ao seu redor, como se fossem pequenas ninfas dançando entre as plantas. Sinta sua presença.

Após alguns minutos, agradeça às ninfas por sua energia e sabedoria. Abra os olhos lentamente e colete as folhas ou sementes como um gesto de respeito pela terra.



Meditação para atrair as ninfas da Água



Essa meditação é indicada para se conectar com as energias de fluidez, emoção e intuição das ninfas da água.


Você vai precisar:


*Um recipiente com água (pode ser uma tigela ou cálice).

*Algumas pétalas de flores ou conchas.

*Música suave com sons de água (opcional).


Passo a passo:


Encontre um local tranquilo onde você não será interrompido. Posicione o recipiente com água à sua frente e adicione as pétalas ou conchas dentro dele. Se desejar, toque a música para criar um ambiente relaxante.

Feche os olhos e respire profundamente, sentindo seu corpo relaxar a cada expiração.

Imagine-se sentado (a) à beira de um lago cristalino ou de um rio tranquilo. Visualize as águas calmas refletindo o céu e as árvores ao redor.

Sussurre ou pense:


"Ninfas das águas, espíritos das fontes e rios, abençoadas guardiãs da intuição e da cura, peço humildemente sua presença. Que suas energias fluam em minha vida com clareza e harmonia"


Imagine figuras translúcidas e brilhantes emergindo das águas, dançando ou nadando ao seu redor. Sinta a leveza e a serenidade que elas trazem.

Visualize as ninfas tocando o recipiente com água que você trouxe. Mentalize que elas energizaram essa água com sua energia mágica.

Agradeça mentalmente pela conexão e, ao terminar, use a água do recipiente para lavar as mãos ou borrifar no ambiente como forma de selar a energia.



Dicas importantes


Respeito acima de tudo: Sempre aborde as ninfas com humildade e reverência. Elas sãos seres sensíveis e se aproximam apenas daqueles que respeitam a natureza.

Pratique regularmente: Quanto mais você repetir essas meditações, mais profunda será sua conexão com os seres elementais.

Sinais de presença: As ninfas podem se manifestar através de sussurros, mudanças sutis na natureza ao seu redor (vento, movimento das plantas, reflexos na água) ou até mesmo sensações de calma e inspiração súbita.


Conectar-se com as ninfas da terra e da água é uma experiência transformadora. Permita que elas tragam equilíbrio e magia para sua vida! Se realizar essas meditações, compartilhe nos comentários como foi sua experiência.


domingo, 26 de abril de 2020

Ninfas da terra




Napéias




As napéias "vale coberto de bosques", também chamadas auloníadas (vale, barranco) e alseidas ou alsidas (do grego álsos, "bosque sagrado") eram ninfas encontrada nos pastos e vales montanhosos, frequentemente em companhia do deus Pã.
        Alegres e tímidas, viviam em bosques dos vales, barrancos e grutas, enquanto as oréadas habitavam os altos dos montes. Dizia-se que gostavam de pregar sustos em viajantes solitários. A mais famosa das napéias foi Eurídice, a amada pela qual Orfeu se aventurou no Hades.


Clítia


 Clítia era uma ninfa aquática, apaixonada por Apolo, que não lhe correspondia, o que a fez definhar. Ficava durante todo o dia sentada no chão frio, com as tranças desatadas caídas sobre os ombros. Durante nove dias, assim ficou, sem comer nem beber, alimentando-se apenas com as próprias lágrimas e com o gélido orvalho. Contemplava o sol, desde que ele se erguia no nascente até se esconder no poente, depois do seu curso diário; não via outra coisa, seu rosto voltava-se constantemente para ele. Seus pés se enraizaram no chão, seu rosto transformou se numa flor, o girassol que se move constantemente em seu caule, de maneira a estar sempre voltada ao sol, em seu curso diário, conservando assim, o sentimento da ninfa que lhe deu origem.



 Epimélides


As epimélides, mélides, málides ou bucólicas (boukolai, em grego) eram ninfas dos pastos e campinas das montanhas, protetoras de rebanhos de cabras e ovelhas e também guardiãs dos pomares e árvores frutíferas. O nome era derivado das palavras gregas epi- "junto a", "protetora" e mêlon, que significa tanto "ovelha" quanto "pomo" (termo que abrangia a romã, a maçã e o marmelo). O duplo significado da segunda palavra lhe deu seu duplo papel.
       Seu número parece ter incluído oceânidas e oréadas, tanto quanto dos deuses rústicos Hermes, Sileno e Pã. Mesmo as helíades e nereidas como Galatéia e Psâmate assumem, por vezes, o papel de epimélides nos mitos.
      As epimélides citadas na mitologia grega incluem Galatéia, as helíades (enquanto foram pastoras de seus rebanhos na Trinácria, atual Sicília), Nômia (oréade do monte Nômia, na Arcádia), Penelopéia (epimélide do monte Cilene, na Arcádia, que amada por Hermes foi a mãe do deus Pã), Sínoe (epimélide do monte Sínoe, na Arcádia, que amamentou o deus Pã), Psâmate (psâmida que toma a forma de epimélide ao enviar um lobo contra os rebanhos de Peleu) e Sose (ninfa profetisa que, amada por Hermes, teve como filho os Panes).



Heliônomas



As heléadas ou heliônomas (de héleios, "pântano" em grego) são as náiades dos pântanos. Frequentemente, elas confundem os viajantes criando ilusões, geralmente imagens de suas amadas.
Platéia é uma pretensiosa e feia heléada, com traços de batráqui, que Júpiter finge cortejar na ópera cômica homônima de Jean-Philippe Rameau, para lhe ensinar uma lição.

Limônides


As limônides, limoníadas ou limácidas (de leimôn, "prado úmido", em grego - a palavra é cognata do latim limum, "limo") eram as ninfas dos prados e das campinas inundáveis.
     Uma delas é Menta ("Hortelã"), originalmente uma náiade amada por Hades, o deus do submundo. Um dia, a esposa deste, Perséfone, deu com eles ao passear junto ao rio Aqueronte. Furiosa, transformou Menta em uma planta rasteira, facilmente pisada por qualquer um. Em compensação, Hades dotou-a de qualidades aromáticas e medicinais.



Reco

 As Hamadríades sabiam apreciar os serviços que lhes eram prestados tão bem quantos castigar as injúrias. A história de Reco é uma prova disso. Vendo um dia, um carvalho que estava prestes a cair, Reco ordenou aos seus servos que o escorrassem. A ninfa, que estava na iminência de morrer com a árvore, apareceu a Reco, exprimindo sua gratidão por ele ter lhe salvo a vida e pedindo-lhe para dizer que recompensa desejava. Ousadamente, Reco pediu seu amor, e a ninfa cursou-se ao desejo. Ao mesmo tempo, aconselhou-o a ser fiel e disse-lhe que lhe enviaria uma abelha como mensageira, sempre que o admitisse em sua companhia. Certa vez, a abelha foi procurar Reco quando este estava jogando dados e, descuidadamente, ele afugentou o inseto. A ninfa irritou-se tanto que nunca mais permitiu que ele a visse.

Psâmidas


As psâmidas (de psámmos, "areia" em grego) são nereidas das areias, que protegem as praias e os lugares arenosos.
      O mito mais conhecido é o de Psâmate ("A Arenosa"), nereida que, unida a Éaco, foi mãe de Foco. Como a princípio não quisesse submeter-se aos desejos de seu enamorado, transformou-se, como costumam fazer as divindades marinhas, em vários seres. Sua última transformação foi em foca, mas nada impediu que Éaco dela se apoderasse.
      Como os dois filhos do primeiro matrimônio de Éaco, Télamon e Peleu, por inveja de Foco, que os excedia nas disputas atléticas, o tivessem assassinado, Psâmate enviou um lobo monstruoso contra seus rebanhos. Mais tarde, a nereida abandonou Éaco e se casou com Proteu, rei do Egito.
        Outra ninfa das praias é Actéia (Aktaia, em grego, Actaea em latim e inglês, de aktê, "margem", "escarpa", "promontório"), ninfa da costa marítima.
 

Ninfas Sombrias



⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.

As ninfas sombrias podem chamar a atenção pela sua aparência assustadora ou por seu comportamento malévolo e lascivo. Geralmente, seduzem os homens para enlouquecê-los ou matá-los afogados. Podem raptar crianças como as Rusalkas fazem. Outras, como as Topielec, não fazem distinção entre homens e mulheres e levam qualquer um que se aproximar de suas águas. No caso das Topialec, a pessoa que morre afogada se junta a eles, já que Topielec também seriam espíritos de pessoas que morreram afogadas.
           No entanto, nem todas fazem mal aos humanos, agindo mais como guardiãs de um lugar ou objeto, o qual foram designadas a protegerem. Perturbá-las não é uma boa ideia, a menos que deseje se juntar a elas para sempre.

Lâmpades 



As lâmpades ou lâmpadas (lampádes, derivados de lampás, "archote" em grego) são as ninfas do submundo, chamadas em latim de nymphae avernales.
       Companheiras da deusa Hécate, foram presenteadas por Zeus como recompensa pela lealdade de Hécate na Titanomaquia. Elas carregam archotes e acompanham Hécate nas suas viagens e aparições noturnas. Alguns diziam que seus archotes tinham o poder de levar uma pessoa à loucura. Eram associadas às celebrantes de Eleusis que carregavam tochas durante os ritos noturnos dos mistérios de Deméter e Perséfone.



Mavkas


  Do folclore eslavo, Mavkas são ninfas sombrias das águas. Acreditava-se que moças virgens que morriam afogadas ou meninas que morriam sem antes serem batizadas transformavam-se em Mavkas.
        Estas criaturas são descritas como lindas e sedutoras quando  vistas de frente, mas sua visão das costas é tenebrosa, não há pele ou músculos lá, suas vísceras e outros órgãos internos estão expostos, por isso seus cabelos são enormes, capazes de cobrir suas costas. Elas não possuem sombra nem reflexo.
        Elas costumam atrair crianças, moças e rapazes ou para suas águas onde os afoga, ou para dentro da floresta onde costuma lhe fazer cócegas até que a pessoa morra, talvez, venha daí a famosa expressão, "morrer de rir"; também podem arrancar a cabeça da pessoa. No entanto, há uma maneira de escapar com vida dessas ninfas, acredita-se que se você lhe der um pente, ela pode conceder-lhe um desejo (seja esperto e peça para viver, amiguinho), e se você lhe entregar um pouco de água benta, a liberta de seu fado, e como recompensa, ela também pode conceder-lhe um desejo.
        Antigamente nas aldeias da Ucrânia, as pessoas, quando entravam na floresta, sempre andavam carregando uma imagem da deusa Ártemis, no caso de ver uma Mavka, lhe daria a representação da divindade dizendo: На тобі, мавко, полинь, а мене покинь, que significa “Pegue Ártemis e me deixe em paz”.


Mênades


 As Mênades, também conhecidas como Bacantes, Tíades ou Bassárides, eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dionísio, conhecidas como selvagens e enlouquecidas porque delas não se conseguia um raciocínio claro. Durante o culto dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza.

        Os mistérios que envolviam o deus Dionísio provocavam nelas um estado de êxtase absoluto e elas entregavam-se à desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação. Estavam sempre acompanhadas dos sátiros embalados pelos sons dos tamborins dos coribantes, formando uma espécie de trupe que acompanhava o deus do vinho nas suas aventuras. Andavam nuas ou vestidas só com peles, grinaldas de Hera e empunhavam um tirso - um bastão envolto em ramos de videira.

       Por onde passavam iam atuando como chamariz na conversão de outras mulheres atraindo-as para a vida lasciva. Evidentemente que o comportamento livre e desregrado delas causava apreensão, senão pânico nos lugarejos e cidades onde o cortejo báquico passava. Quando assaltadas por um furor qualquer, não conheciam limites ao descarregar a sua cólera. O maior divertimento das Mênades ou Bacantes era submeter os homens ao sofrimento, despedaçando-os antes de comê-los enquanto estavam em transe. Por isso, obrigavam-se a procurar refúgio no alto das montanhas, onde podiam exercer sua estranha liturgia sem a presença de olhares de censura ou reprovação.

         As Mênades estão presentes no mito de Orfeu, que se recusava a olhar para outras mulheres após a morte de sua amada Eurídice. Furiosas por terem sido desprezadas, as Mênades o atacaram atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a sua música mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, que flutuava cantando: "Eurídice! Eurídice!"

         Por sua crueldade, às Mênades não foi concedida a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra em triunfo, sentiram seus dedos entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu.
  


 Têmides

 

 As têmides eram ninfas filhas de Zeus e da titânide Têmis, que viviam em uma caverna do rio Erídano: Aerica (o hábito), Lipara (a perseverança) e Astérope (a face brilhante). Personificavam as leis divinas e eram as guardiãs de importantes artefatos dos deuses.


 Askefruer


 Askefruer (“Mulheres-Freixo”) são as Ninfas dos Freixos, dotadas de poderes curativos e mágicos. O freixo é uma árvore sagrada para os povos nórdicos: representa a Árvore do Mundo, Yggdrasil, e é a matéria-prima para a criação de Ask, o primeiro homem. Essas Ninfas aparecem como mulheres peludas, com cabelos de raízes, seios volumosos e vestidas de musgo. Eram celebradas em três de agosto com oferendas de bebida, mel, perfume, flores e frutas.


  Bushfrauen


 Eram as guardiãs das florestas seculares da Europa central, protetoras dos viajantes. Um grupo das Bushfrauen também cuidava das árvores frutíferas, mas somente se fossem devidamente homenageadas e as pessoas tratassem as árvores com amor e respeito. Apareciam como mulheres com o corpo feito de troncos de árvore (às vezes oco nas costas), seios caídos, pele enrugada, cabelos esbranquiçados ou dourados e pés cobertos de musgo. Para se protegerem dos predadores, elas viviam dentro do tronco das árvores velhas, mas podiam revelar o segredo das ervas curativas para aqueles que as honrassem e presenteassem. Sua rainha era Bushgrossmutter (“A Avó dos Arbustos”), que era um elfo feminino com cabelos brancos e pés de musgo. Antigamente, no dia treze de janeiro, elas recebiam oferendas de sidra, maçãs assadas com mel e especiarias, fitas coloridas e moedas.


Topielec



Topielec (plural Topielce), Vodník ou Utopiec é um nome aplicado à espíritos eslavos da água. O topielce são espíritos de almas humanas que morreram se afogando, residindo no elemento de seu próprio falecimento. São responsáveis por sugar pessoas para dentro de pântanos e lagos tão bem quanto matar os animais de pé próximos a águas paradas.


Rusalkas



 As Rusalkas são perigosas entidades feminas da água no folclore russo, geralmente consideradas espíritos de jovens afogadas. A palavra "Rusalka", segundo o lingüista germano-russo Max Vasmer, referia-se originalmente às danças de roda das jovens nas festas de Pentecostes ( mais conhecida no Brasil, como festa do Divino Espírito Santo) e deriva, através do latim "rosalia" (Festa das rosas), nome dado a essa celebração pelos romanos antes de ser assimilada pelos Pentecostes cristãos, hoje comemorado 50 dias após a páscoa.
      
 Durante os meses de inverno, as Rusalkas vivem no fundo da água, sob o gelo. No verão, principalmente na chamada Semana das Rusalkas ( Rusal'naia, no início de junho), podem deixar a água e subir às árvores das florestas vizinhas, tornando-se um perigo para os homens que se aventuram nas suas proximidades. Trepam aos galhos de salgueiro ou vidoeiro que pendem sobre a água e à noite, quando o luar ilumina a floresta, descem das árvores e dançam nas clareiras. Às vezes, vão às fazendas para dançar. Os russos dizem que o lugar onde elas dançam podem ser encontrados procurando-se por pontos onde a grama cresce mais espessa e o trigo mais abundante. Estes círculos são chamados Korovodyi, em russo, ou korowody, em polonês. Até os anos 1930, o enterro ou banimento ritual das Rusalkas no final da Rusal'naia permaneceu como um entretenimento comum.

        No norte da Rússia, as Rusalkas tem a aparência de mulheres afogadas nuas, cadavéricas, com olhos que brilham com um maligno fogo verde, ou então brancos, sem pupilas. Ficam na água ou perto dela, à espera de viajantes descuidados. Arrastam as vítimas para a água, onde as aterrorizam e torturam antes de matá-la.

      No sul da Rússia, aparecem como belas jovens em roupas leves, com rostos como o luar. Atraem suas vítimas cantando docemente nas margens dos rios, enquanto trançam seus longos cabelos. Quando a vítima entra na água para encontrá-la, a rusalka a afoga.

      Além disso, as Rusalkas podem arruinar as colheitas com chuvas torrenciais, rasgar redes de pesca, destruir represas e moinhos d' água e roubar roupas, linho e fios das mulheres humanas.  Entretanto, os viajantes podem proteger-se ao passar perto da água se levarem algumas folhas de losna (artemisia absinthium). Espargir losna em qualquer coisa que uma rusalka possa querer roubar ou destruir também  as mantêm à distância. Se elas se tornarem particularmente preocupantes em uma região, grandes quantidades de losna devem ser espargidas no rio ou lago.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Um guia rápido para atrair as Ninfas



Para quem deseja atrair as guardiãs das árvores e plantas, esse guia rápido e prático pode ajudar.
Feitiços e rituais com ninfas podem ser realizados para atrair amor, sorte, autoaceitação, beleza e leveza, além de reciclar nossa energia, proteger animais de estimação, e harmonizar o ambiente. Procure realizá-los sempre ao ar livre, próximo às árvores, flores, plantas, lagos ou fontes. Sempre tenha muito respeito pelas ninfas, não arrancando flores ou folhas de seus galhos sem permissão.


Os melhores horários para atrair as Ninfas são:


- Ao meio dia (hamadríades)
- Ao anoitecer (ninfas das águas)
- Lua Cheia e Nova são as melhores

Oferendas:


- Moedas douradas (podem ser jogadas em "fontes dos desejos" ou simplesmente enterradas ao pé de uma árvore ou em um vaso de planta).
- Água fresca
- Guirlandas de flores (que podem ser penduradas nas árvores para agradá-las ou na porta de entrada da casa para atraí-las).
- Sino dos ventos (pendurá-lo na árvore, agradará as ninfas e, também as fadas)
- Incensos de flores
- Flores (pode jogar uma em um rio como oferenda ou as pétalas de uma flor em uma fonte)
- Velas (verdes para Hamadríades, e Azuis para as Ninfas das Águas)
- Imagens e estatuetas (ou bibelôs) de ninfas ou mulheres com coroas de flores em suas cabeças 
- Fitas coloridas de cetim (que podem ser amarradas nos galhos e conter desejos resumidos em uma única palavra)
- Maçãs (podem ser amarradas nas fitas)
- Bijuterias
- Pequenos espelhos


Onde encontrá-las



Nas árvores, especialmente as antigas que abrigam Hamadríades mais fortes e sábias; nas fontes, lagos, e rios, além de grutas. Algumas ninfas também podem ser encontradas em pântanos e sua aparência pode ser um pouco assustadora. Acredita-se que elas também possam habitar a madeira de suas árvores que forem transformadas em bonecos ou varinhas e bastões (é apenas uma teoria, e acredito que seria em último caso, se a ninfa conseguisse sobreviver ao ter sua árvore cortada, o que é raro, pois, geralmente, elas morrem se não encontrarem outra árvore ou planta próxima para se abrigarem).
          Galhos e folhas podem conter um pouco da magia delas, por isso, se alguma folha, trazida pelo vento, cair em você, guarde-a (pode colocá-la dentro de um livro ou na fronha do seu travesseiro), e se algum galho caído lhe chamar a atenção, não hesite em coletá-lo, pois, pode ser útil para se comunicar com a ninfa daquela árvore (mesmo à distância), basta segurá-lo, visualizar a árvore e estabelecer a comunicação. Não se assuste se alguma mulher lhe vier à mente, é a ninfa, e ela pode lhe dar algum conselho ou só falar com você. Pegar uma muda da planta da qual você estabeleceu contato com elas é recomendável. A energia das ninfas, quase sempre é sutil, mas inconfundível. Você saberá quando tiver estabelecido o contato com uma. ©






quinta-feira, 19 de março de 2015

Como as ninfas sobrevivem sem suas plantas

      
   Se assim como eu, você também é apaixonado por Árvores, Flores e Plantas, já deve ter se perguntado: "O que acontece com as ninfas quando, por exemplo, a árvore que a abriga é derrubada?". Como disse anteriormente, algumas árvores são desabitadas (ou seja, não tem ninfas vivendo nelas).  Normalmente, árvores sem ninfas, são árvores "sem vida", sem cor e sem graça alguma. São aquelas árvores, cujas sombras não despertam em nós aquela doce sensação de segurança e conforto. Mas como pode uma árvore ficar desabitada com tantas ninfas por aí? Bem, no caso de uma árvore sobreviver a uma queimada, o que raramente acontece, seu tronco fica todo preto e quase sem vida. A ninfa abandona aquela árvore, migrando para a árvore mais próxima que houver por ali. Se a árvore estiver muito longe, ela pode possuir um pássaro, por exemplo, e procurar por outra árvore. Sim, ninfas podem possuir seres e pessoas, como qualquer outro elemental, e falarei mais sobre possessão de elementais, num outro post, qualquer dia desses.

      "Observando" as ninfas, percebi que elas não estão totalmente ligadas às Árvores e Plantas, mas dependem destas para permanecerem nesta dimensão. Calma, vou explicar como. Quando um elemental cruza o portal e vem para esta dimensão, ele gasta metade de sua energia. E, para não se desvanecer, ele precisa se fixar em algo ou alguém que o nutra com energia constantemente. Alguns elementais podem conseguir energia através da "crença" das pessoas. Por exemplo, se um elemental aparece numa casa velha, com pinta de mal assombrada e uma pessoa o vê, certamente, essa pessoa vai pensar que ele é um fantasma e, vai se assustar. Esse medo vai liberar energia e o elemental vai absorver essa energia - que o deixará forte -. Quanto mais energia um elemental tiver, mais poderoso ele será e, mais fácil será para que ele se materialize nessa dimensão. Se ele conseguir se materializar, você poderá não apenas vê-lo, mas tocá-lo. O que será legal, eu suponho, se ele for um bom elemental.

     Quando um elemental é confundido com um fantasma, ele assume esse papel e diverte-se com isso. Não que ele seja mau. Ele jamais machucaria uma pessoa. Mas divertiria-se com a ingenuidade dos humanos que o confundissem com um fantasma. E, claro, como essa seria a única forma de dizer "oi, humanos, estou aqui!", eles não desperdiçariam a chance.

     Eles NUNCA roubariam sua vitalidade. Pelo contrário, se contentariam apenas com aquilo que você "doou". Afinal, sem energia, eles não poderiam sequer abrir um portal para retornarem a seu mundo mágico e sem isso... Eles enfraqueceriam e morreriam. Por isso, quando você mexer com um elemental, não economize tanto no incenso ou na vela. Não precisa acender mais de uma vela ou de um incenso, mas os deixe queimar até o fim. Uma vela, mesmo depois de já queimada, dá energia a um elemental o suficiente para ele se manter por mais ou menos uma semana. Após isso, seria recomendável acender outra vela ou um incenso. E não sairia caro. Um mês tem quatro semanas, certo? Então, com um pacote de vela, é mais que o suficiente!
     Outra forma de doar energia a um elemental é segurar a oferenda destinada a ele, fechar os olhos e visualizar que você está "passando" um pouco de sua energia para aquele objeto ou alimento destinado a ele. Não precisa ser muito. Qualquer pouquinho está bom! Até porque, nós humanos não temos dificuldades em conseguir mais energia. Absorvermos energia o tempo todo! Quando ouvimos aquela música que mexe com a gente, quando dançamos ou cantamos, quando desenhamos, quando trabalhamos ou mesmo quando pensamos. Da mesma forma, também perdemos energia muito facilmente. Com exceção de algumas pessoas que tem dificuldades em liberar energia. Essas pessoas, frequentemente, atraem Vampiros De Energia, que as veem como uma fonte inesgotável de "alimento". Para evitar esses parasitas, você deve liberar sua energia através de atividades físicas (o cansaço é uma excelente forma de se perder energia, né?! ) ou de cristais ou de qualquer outra atividade que exija sua concentração e te canse. Ou pode doar essa energia a um elemental que precise. Por mais que pareça vampirismo não é! Quando você doa energia a um elemental, ele sempre te paga, quer seja com inspiração ou com sorte e talento em algo. Elementais tem vergonha na cara! Não são parasitas! Por isso, se der algo a eles e eles não retribuírem é porque realmente não puderam. E, nesse caso, não se aborreça. Eles retribuirão quando puderem!

       As ninfas, em especial se ligam às plantas para retiraram toda a energia que precisam da terra. A árvore, por exemplo, seria um "canal" ou um "receptáculo" que a ligaria entre os mundos Físico e Espiritual. Dessa forma, ela não precisaria mendigar energia. Muitos gnomos e fadas também fazem isso, mas só as ninfas tem mais habilidade em puxar energia da terra. Já outros elementais nem tanto. Alguns tentam e simplesmente não conseguem! Também, depende do Elemento ao qual o Elemental pertence. Um dragão, por exemplo, é um ser do Fogo e não tem a mínima habilidade em extrair energia através de uma árvore. Fora que, seria ridículo um dragão habitando uma árvore! Pensa se o bichão caberia em uma.... :p


     Quanto a possessão, não é nada demoníaco! Quando um elemental "possui" uma pessoa, ele não faz mal a ela. Antes se liga a ela e a protege. Por exemplo, se uma ninfa possui um humano, a possessão não é completa. O humano sente e sabe que tem mais alguém em seu corpo, mas ainda tem plena consciência e controle de seus atos. O elemental, de maneira algum, interfere em seus atos ou em sua vontade. Ele apenas permanece ali, quietinho em um canto. Completamente, inofensivo. E, pode ser visto pela "mente" (pelo Terceiro Olho), quase como uma visualização que nunca sai do pensamento, mesmo que você tente! O elemental pode assumir qualquer forma e, quando percebe que está incomodando, assume a forma física da pessoa que está possuindo. Mas claro, sempre mais bonito! Por exemplo, quando eu estou descabelada, Gaion (minha ninfa guardiã) insiste em aparecer com um penteado matador. Ela é sempre a melhor versão de mim mesma! O que é bom porque me deixa segura em relação a mim mesma.
       Dividir seu corpo com um elemental tem suas vantagens e também suas desvantagens:

Vantagens:


Você sempre se sente mais bonito, atraente e confiante;
Alguns dos dons do elemental são compartilhados com você, como a inteligência, a força, o encanto e a agilidade. Claro que você não vai poder voar ou ficar invisível, mas ficará mais interessante.
Você sempre terá um fiel amigo que o acompanhará a onde quer que vá e te aconselhará sempre.



Desvantagens:



Você não terá o mínimo de privacidade. Sério, se odeia ser observado, então, nunca aceite um elemental em seu corpo (eles precisam de seu consentimento para entrar em seu corpo)! Mesmo em momentos mais íntimos quando você estiver tomando banho ou tendo uma "conversa" com o vaso sanitário, o elemental estará lá.
    Elementais podem ser muito inconvenientes. Por exemplo, a Gaion é meio maluca, sabe.... Ela me faz ter acessos de riso quando eu não devo. E eu me vejo em cada saia justa.... Uma vez, minha mãe e eu estávamos passando na frente de um grupo de empresários. Eles estavam todos sérios e certinhos, com seus ternos e suas maletinhas. Acontece que Gaion acha muito engraçado ver pessoas sérias demais! Tentei me conter e acelerei meus passos. Mas não deu! Comecei a rir descontroladamente enquanto todo mundo me olhava confuso. E, olha que mesmo quando me afastei, foi difícil parar de rir.
     Tive de brigar muito com Gaion para ela parar com esse costume e, mesmo vez ou outra, ela ainda faz isso. Como essa tarde, que eu estava limpando o jardim com o Thiago e do nada comecei a rir. Sorte que meu irmão sabe que eu não sou normal e riu comigo!

     Quando um elemental te "possui", você se torna a "árvore" dele. Não é bem como se ele te vampirizasse. Ele apenas divide um corpo com você e divide tanto as energias ruins quanto as boas. Se você fica triste, ele sente isso e te consola. Também te protege contra qualquer um que tente te enganar ou te fazer mal. É como ter um anjo sexy e fashion dentro de si. Se ainda estiver confuso quanto a isso, leia (melhor ler já que eles resumiram muito o filme) "A Hospedeira" de Stephenie Meyer (esse nome sempre me confunde!) que você vai entender melhor como é ter alguém dentro de você. Mas, por favor, coloque-se no lugar da alienígena porque o elemental ficaria com a pouca consciência e controle que a humana do livro.

    Um elemental, raramente assumiria o total controle do seu corpo como acontece em uma possessão demoníaca porque isso exigiria muita energia e energia é tudo o que elemental que está nesse mundo tem de menos. Possuir um humano por completo, o esgotaria rapidamente. No entanto, ele poderia se arriscar numa emergência, se o humano se visse diante de algum perigo. Como o anjo  Zack que possui Sam Winchester na última temporada de Sobrenatural.


     Procure criar uma fonte de energia para seu elemental. Pode fazer isso, ao consagrar uma imagem a ele, criar um jardim especialmente para ele, lhe dar cristais, ou acender velas e incensos ao menos uma vez por semana, nem que seja a cada duas semanas. Já é alguma coisa!
     No caso das ninfas, enterre um cristal na terra da planta dela ou coloque no vaso (se ninguém for mexer nele) como "enfeite". Um quartzo branco programado para potencializar a energia seria ótimo!
     Quando for colher rosas ou outras flores, use uma tesoura e não arranque a flor pela raiz para não matar a planta. As ninfas agradecem!

      Para uma ninfa, mudar-se de planta é um processo difícil, que consome muita energia. E, quase sempre, a ninfa não resiste e morre. Você pode deixar um vasinho com uma planta próximo a uma árvore ou arbusto que está prestes a morrer ou pode retirar  a essência da planta e a colocar em um "núcleo" que deverá ser implantado em um receptáculo o quanto antes para salvar a vida de sua ninfa. Foi o que eu fiz para salvar Brígida, a ninfa mais antiga de minha casa e que está prestes a morrer já que sua árvore está caindo com raiz e tudo, tragicamente. Só espero que minha "macumba" muita louca funcione porque a Brígida é uma das ninfas que eu mais amo! Ela foi a primeira a fazer contato comigo! Se o método que usei com ela obtiver êxito, eu prometo que compartilho com vocês.©

   Bem, por hoje, é só.
Obrigada por lerem o post!

domingo, 14 de abril de 2013

Bacantes, as ninfas sombrias


 As Mênades, também conhecidas como Bacantes, Tíades ou Bassáridas, eram fanáticas mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso, conhecidas como selvagens e enlouquecidas porque delas não se conseguia um raciocínio claro. Durante o culto dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza.
        Os mistérios que envolviam o deus Dioniso provocavam nelas um estado de êxtase absoluto e elas entregavam-se à desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação. Estavam sempre acompanhadas dos sátiros embalados pelos sons dos tamborins dos coribantes, formando uma espécie de trupe que acompanhava o deus do vinho nas suas aventuras. Andavam nuas ou vestidas só com peles, grinaldas de Hera e empunhavam um tirso - um bastão envolto em ramos de videira.
       Por onde passavam iam atuando como chamariz na conversão de outras mulheres atraindo-as para a vida lasciva. Evidentemente que o comportamento livre e desregrado delas causava apreensão, senão pânico nos lugarejos e cidades onde o cortejo báquico passava. Quando assaltadas por um furor qualquer, não conheciam limites ao descarregar a sua cólera. O maior divertimento das Mênades ou Bacantes era submeter os homens ao sofrimento, despedaçando-os antes de comê-los enquanto estavam em transe. Por isso, obrigavam-se a procurar refúgio no alto das montanhas, onde podiam exercer sua estranha liturgia sem a presença de olhares de censura ou reprovação.
         As Mênades estão presentes no mito de Orfeu, que se recusava a olhar para outras mulheres após a morte de sua amada Eurídice. Furiosas por terem sido desprezadas, as Mênades o atacaram atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a sua música mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, que flutuava cantando: "Eurídice! Eurídice!"
         Por sua crueldade, às Mênades não foi concedida a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra em triunfo, sentiram seus dedos entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu.
       No mundo grego e romano, a Bacchanalia ou Bacanais eram festas em honra de Dioniso e as sacerdotisas que organizavam a cerimônia eram as Bacantes. O culto primitivo era exclusivamente feito por mulheres e somente para mulheres, cujo culto teve início na época de Pã. Introduzido em Roma em 200 a.C., a partir da cultura grega do sul da Itália ou através da Etruria influenciado pela Grécia, os bacanais eram realizados em segredo e com a participação exclusiva de mulheres no bosque de Simila, perto da Aventino.
         Posteriormente, os rituais foram extendidos aos homens mas denunciado por um jovem que se recusava a participar das celebrações, o Senado, temendo que houvesse alguma conspiração política, proibiu as festas prometendo recompensas a quem desse informações sobre os rituais. Apesar da severa punição infligida àqueles que violassem o decreto, os bacanais continuaram a ser realizados no sul da Itália. O carnaval vem do legado atual do antigo Bacchanalia, Saturnália e Lupercalia. Na obra intitulada Dionísiacas são citadas dezoito Ménades:
  • Acrete - o vinho sem mistura
  • Arpe - a flor do vinho
  • Bruisa - a florescente
  • Cálice - a taça
  • Calícore - a formosa dança
  • Egle - o esplendor
  • Ereuto - a corada
  • Enante - a foice
  • Estesícore - a bailarina
  • Eupétale - as belas pétalas
  • Ione - a harpa
  • Licaste - a espinhosa
  • Mete - a embriaguez
  • Oquínoe - a mente veloz
  • Prótoe - a corredora
  • Rode - a rosada
  • Silene - a lunar
  • Trígie - a vindimadora


*Texto retirado do blog: Mitologia Grega