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quinta-feira, 19 de março de 2026

Merrows e humanos: entre o amor e o chamado do mar

 


Existem histórias que parecem simples à primeira vista… um encontro, um encanto, um amor improvável. Mas quando envolvem os merrows, nada é realmente simples. Porque, diferente de outros seres encantados, eles não pertencem à terra e isso muda tudo.


 Como esses encontros acontecem?


Na maioria das lendas, os encontros entre merrows e humanos não são planejados. Eles simplesmente… acontecem.

Pode ser um pescador que se perde no mar, alguém caminhando sozinho pela praia ao entardecer, ou até momentos de silêncio onde o mundo parece mais “aberto” ao invisível.

As merrows, principalmente as fêmeas, são curiosas em relação aos humanos. Elas observam. Se aproximam aos poucos. E quando decidem se mostrar… dificilmente passam despercebidas.

Existe algo nelas que chama, não só pela beleza, mas pela energia. É como se carregassem o próprio oceano dentro de si.


 O encanto que prende… e o silêncio que pesa


Muitas histórias falam de homens que se apaixonam por merrows quase imediatamente.

E não é difícil entender por quê.

Elas têm uma presença envolvente, um olhar profundo, uma forma de existir que parece diferente de tudo o que já vimos.

Mas esse encanto vem com um detalhe importante: ele nunca é completamente estável.

Mesmo quando há amor, existe uma distância que não pode ser totalmente atravessada.

As merrows podem se aproximar do mundo humano… mas não pertencem a ele. E isso, com o tempo, começa a aparecer em pequenos sinais:

  • momentos de silêncio profundo

  • olhares voltados para o mar sem explicação

  • uma saudade que não tem nome


 O gorro escondido: amor ou prisão?


Um dos elementos mais conhecidos dessas histórias é o gorro mágico das merrows. Sem ele, elas não conseguem retornar ao mar. E em algumas lendas, humanos encontram esse gorro… e o escondem.

À primeira vista, isso pode parecer apenas um detalhe da história. Mas quando olhamos com mais atenção… ele carrega um significado bem mais profundo. Porque a partir desse momento, a relação deixa de ser totalmente livre.

A merrow pode até permanecer, pode até desenvolver sentimentos… mas algo dentro dela continua preso. E existe uma diferença enorme entre ficar… e poder ir embora.


 Quando o mar chama


Mesmo nas histórias onde há carinho, convivência e até família… o final costuma seguir um mesmo caminho.

O mar chama. E esse chamado não é algo que pode ser ignorado para sempre.

Em muitos relatos, basta a merrow recuperar seu gorro para que tudo mude. Às vezes sem aviso, sem despedida, apenas um retorno inevitável às águas. E não necessariamente por falta de amor. Mas porque certas naturezas não podem ser apagadas.


 O que essas histórias nos mostram


As histórias de merrows com humanos não falam apenas sobre romance. Elas falam sobre pertencimento. Sobre tentar viver entre dois mundos. Sobre amar… e ainda assim não poder ficar. E talvez seja por isso que elas continuam sendo contadas. Porque, de certa forma, todos nós já sentimos algo parecido, a vontade de ficar… e o chamado para ser quem realmente somos. ©

Merrows: os misteriosos seres das águas irlandesas



Entre as lendas antigas da Irlanda, existem seres que vivem entre o mar e o mistério… conhecidos como merrows.

Diferente das sereias mais romantizadas que vemos em histórias modernas, os merrows carregam uma essência mais crua, mais ligada à natureza profunda e imprevisível do oceano. Eles não são apenas belos ou assustadores, eles são, acima de tudo, verdadeiros dentro do que representam: o lado encantado e indomável das águas.


 A natureza dos merrows


Os merrows são seres aquáticos que habitam as profundezas do mar, especialmente associados às costas da Irlanda. Eles transitam entre o mundo humano e o mundo mágico, embora pertençam, de fato, às águas.

Existe algo curioso sobre eles:
não são completamente distantes dos humanos.

Em muitas histórias, merrows se aproximam das praias, observam embarcações e, em alguns casos, interagem diretamente com pessoas. Essa proximidade faz com que sejam vistos como criaturas que vivem “entre dois mundos”, mesmo sem realmente pertencer ao nosso.


 As merrows femininas: beleza e melancolia


As merrows fêmeas são frequentemente descritas como belas, com longos cabelos que podem variar entre tons de verde, castanho ou até um loiro mais apagado, como se tivesse sido tocado pelo sal do mar.

Sua aparência lembra as sereias clássicas, mas com um ar mais natural e menos idealizado como se sua beleza fosse moldada pelo próprio oceano.

Elas costumam despertar fascínio nos humanos, principalmente nos homens, e há diversas histórias sobre relacionamentos entre merrows e humanos.

Mas há um detalhe importante:
essas relações raramente são simples.

As merrows femininas pertencem ao mar. Mesmo quando se aproximam do mundo humano, existe sempre uma ligação profunda com as águas, uma saudade constante, quase inevitável.

Em algumas lendas, quando vivem entre humanos, elas carregam uma melancolia silenciosa… como se parte delas sempre estivesse chamando de volta para o oceano.


Os merrows masculinos: estranhos, rudes e incompreendidos


Se as fêmeas encantam, os machos causam estranhamento.

Os merrows masculinos são descritos como criaturas de aparência incomum, muitas vezes considerados feios pelos padrões humanos. Possuem traços mais grosseiros, pele com aspecto irregular, e uma presença que pode parecer intimidadora à primeira vista.

Mas, apesar disso, eles não são necessariamente perigosos.

Na verdade, em muitas histórias, os merrows machos não são malignos. Eles podem ser reservados, desconfiados e até um pouco rudes… mas também são capazes de ajudar humanos, especialmente em situações envolvendo o mar.

Existe até uma curiosa associação deles com naufrágios, não como causadores, mas como observadores… e às vezes, até como auxiliares daqueles que se perdem nas águas.


 O gorro mágico: a chave entre dois mundos


Um dos elementos mais marcantes dos merrows é o seu gorro mágico, geralmente descrito com penas ou em tons avermelhados.

Esse objeto não é apenas um acessório, ele é essencial.

É através dele que os merrows conseguem retornar ao mar após estarem na superfície. Sem o gorro, eles ficam presos fora de seu mundo natural.

E é exatamente aí que muitas histórias ganham um tom mais humano (e até um pouco triste).

Existem relatos de humanos que encontram ou escondem esses gorros, impedindo que as merrows retornem ao oceano o que, em algumas lendas, leva a relacionamentos forçados ou à permanência delas no mundo humano.

Mas, mais cedo ou mais tarde… o chamado do mar sempre fala mais alto.


 Entre encanto e liberdade


Os merrows não são criaturas boas ou más no sentido simples.

Eles representam algo mais profundo:
a liberdade, o pertencimento e o chamado da própria natureza.

Eles podem amar, se aproximar, até viver entre humanos por um tempo… mas nunca deixam de ser do mar.

E talvez seja isso que torna suas histórias tão marcantes.

Porque, no fim, os merrows nos lembram de algo muito humano também:
que existem partes de nós que não podem ser presas nem mesmo pelo amor. ©

       

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Pó mágico para sonhar com sereias

 


Este pó mágico abre os portais do inconsciente para conectar você ao reino das sereias nos sonhos. Ele facilita sonhos lúcidos, visões aquáticas e mensagens do mar profundo.


Ingredientes:


2 partes de pó de lavanda (sono tranquilo e sonhos proféticos)

1 parte de pó de camomila (conexão com seres espirituais e relaxamento)

1 parte de pó de algas secas (energia do oceano e das sereias)

1 parte de pó de pérola triturada ou casca de ostra moída (sabedoria do mar e intuição)

1 pitada de sal marinho fino (purificação e proteção astral)

3 gotas de óleo essencial de jasmim (sonhos místicos e inspiração).


Preparo:


Misture todos os ingredientes em um pilão, mentalizando um oceano azul profundo. Passe o pó por uma peneira para que fique bem fino. Armazene-o em um frasco azul ou em um saquinho de tecido azul-claro.


Consagração com as sereias


Na luz da lua ou próximo a uma tigela com água do mar (ou água com sal marinho), segure o pó e diga:


“Sereias do abismo, vozes do mar,

Em meus sonhos venham me guiar.

Ondas e brisas, mistério e luar,

Que eu veja o oceano ao descansar!

Aqua somnia, porta se abre!* (Sonhos aquáticos, abram-se as portas!)"


Sopre levemente o pó sobre a água ou sobre uma concha para selar a consagração.


Como usar:


Polvilhe um pouco sob o travesseiro antes de dormir. Passe um pouco nos pulsos antes de meditar ou fazer um pedido às sereias. Acrescente uma pitada à água do banho para sonhar com o oceano. ©

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Tritões e como atraí-los

 


Os tritões são figuras fascinante do folclore e da magia, conhecidos como as contrapartes masculinas das sereias. Essas entidades aquática têm sido descritas em mitologias e tradições ao longo dos séculos, representando a força e o mistério do oceano. No universo esotérico, os tritões simbolizam proteção, equilíbrio emocional e conexão profunda com o elemento água.

Neste post, exploraremos as origens dos tritões no folclore, seu papel na magia e como você pode realizar um feitiço para atrair sua energia e bênçãos para sua vida.



Tritões no folclore


Assim como as sereias, os tritões são representados como seres metade homem e metade peixe. Sua aparência geralmente inclui um torso humano robusto e uma longa cauda de peixe, eles são descritos como guardiões dos mares, com uma presença imponente e protetota.



Tritões na mitologia grega


Na mitologia grega, Tritão era um deus do mar, filho de Poseidon e Anfitrite. Ele era frequentemente representado segurando um tridente e uma concha em formato de trombeta, usada para acalmar ou agitar as ondas. Como mensageiro dos mare, Tritão simbolizava o poder da comunicação e a harmonia com o elemento água.



Tritões no folclore europeu


Em lendas europeias, os tritões aparecem como espíritos protetores dos oceanos e rios, ajudando marinheiros ou afundando embarcações de quem desrespeitava o mar. Eles também são associados à sabedoria e à força das águas profundas.



Tritões no folclore brasileiro


No Brasil, as lendas aquáticas falam de figuras masculinas que habitam rios e mares, como o Encantado ou "Boto Homem", que que se transforma em humano para seduzir e interagir com os mortais. Apesar de não serem idênticos aos tritões gregos, compartilhavam características relacionadas ao poder sedutor e à ligação com as águas.



O papel dos tritões na magia


Na magia, os tritões são invocados como guardiões do elemento água, trazendo força emocional, proteção e conexão espiritual. Sua energia é masculina, mas também fluida, equilibrando poder e sensibilidade. Eles podem ser chamados em práticas que envolvem:


*Proteção emocional e espiritual: Os tritões ajudam a criar um escudo contra energias negativas.


*Equilíbrio e força interior: Eles auxiliam na superação de desafios emocionais e no fortalecimento da autoconfiança.


*Sabedoria intuitiva: Como espíritos das águas profundas, os tritões ajudam a acessar conhecimentos ocultos e insights profundos.


Conexão com o mar: Trabalhar com os tritões é uma forma de honrar e harmonizar-se com a energia do oceano.



Feitiço para atrair os tritões


Se você deseja se conectar com a energia dos tritões, este feitiço simples pode ajudá-lo a atrair sua presença e bênçãos.


Materiais necessários:


*Uma tigela grande com água salgada

*Uma vela azul ou verde-escuro (cor do oceano)

*Um pequeno objeto marítimo (como uma concha, um pedaço de coral ou uma pedra marinha)

*Um cristal de água-marinha ou sodalita

*Óleo essencial de eucalipto ou hortelã (opcional)

*Um local tranquilo, de preferência perto de um corpo d'água


Passo a passo:


Realize este feitiço à noite, quando a energia das águas é mais instrospectiva e poderosa. Se possível, escolha uma noite de lua cheia ou crescente para amplificar a conexão.

Limpe energeticamente o local com um incenso de sândalo ou lavanda. Coloque a tigela de água no centro do espaço e posicione a vela ao lado.

Adicione uma gota de óleo essencial a água salgada e diga:


"Águas profundas, fontes de vida e mistério,

Que este espaço se torne um portal sagrado para os guardiões do mar".


Ao acender a vela, visualize uma luz azul brilhante irradiando da chama e refletindo na água, como se você estivesse olhando para o oceano à noite.

Pegue o objeto marítimo em suas mãos e segure-o sobre a tigela de água. Diga:


"Tritões, guardiões das águas profundas,

Eu os chamo com respeito e reverência.

Tragam força, proteção e sabedoria,

E abençoem-me com sua energia fluida e poderosa".


Feche os olhos e imagine um tritão emergindo das profundezas do oceano. Sinta sua presença ao seu redor, como uma onda de calma e força.

Ao terminar, agradeça aos tritões pela conexão. Diga:


"Gratidão, espíritos do mar,

Que sua força esteja comigo,

Assim como o oceano toca todas as margens".


Apague a vela com cuidado e guarde o objeto marítimo como um amuleto consagrado.



Sinais de conexão com os tritões


Após o feitiço, fique atento a sinais que indiquem a presença dos tritões: 


*Sonhos com oceano ou figuras masculinas relacionadas à água;

*Sentimentos de calma e proteção ao estar perto da água:

*Sincronicidades envolvendo conchas, ondas ou mare;

*Um impulso súbito de se conectar mais com a natureza aquática.


Ao trabalhar com os tritões, respeite a natureza e honre o mar, lembrando-se sempre de que eles são guardiões das águas e símbolo do mistério das profundezas. Experimente o feitiço e permita que a força dos tritões inspire e proteja sua jornada!









Sereias e como atraí-las

 


Desde os tempos antigos, as sereias têm cativado a imaginação humana com sua beleza encantadora e seu canto hipnotizante. Essas criaturas míticas são figuras centrais em lendas de todo mundo, associadas ao mistério dos mares, à sedução e ao poder transformador das águas.

Neste artigo, vamos explorar as sereias no folclore de diferentes culturas, seu papel na magia e como sua energia pode ser invocada para conectar-se à intuição, à criatividade e às emoções.



As sereias no folclore


As sereias são descritas como seres metade mulher e metade peixe, habitantes das profundezas do oceano. Elas aparecem em mitos e lendas de várias culturas, representando diferentes aspectos da natureza e do espírito humano.


As sereias na Grécia antiga


Na mitologia grega, as sereias eram originalmente retratadas como criaturas aladas, mas com o passar do tempo, ganharam a forma de mulheres-peixes que conhecemos hoje. Elas eram conhecidas por seu canto irresistível, que atraía marinheiros para perigos mortais. Homero as menciona na "Odisseia", onde Ulisses precisou amarrar-se ao mastro de seu navio para resistir ao chamado de vozes encantadoras.



Sereias no folclore europeu


Na Europa medieval, as sereias eram vistas como símbolo de tentação e perigo, mas também como representações do poder feminino e da conexão com o desconhecido. Elas costumavam ser associadas à lua e à maré, refletindo a relação entre as águas e os ciclos emocionais.



As sereias no Brasil


No folclore brasileiro, as sereias aparecem sob diversas formas, como Iara, ma "mãe d'água". Segundo a lenda, Iara atrai pescadores para o fundo dos rios ou do mar. Ela é vista tanto como uma figura sedutora como protetora das águas.



O papel das sereias na magia


Na magia, as sereias são espíritos poderosos do elemento Água. Elas representam o fluxo emocional, a intuição profunda e o mistério do inconsciente. Sua energia é especialmente invocada em rituais relacionados a:


*Intuição e visão psíquica: As sereias ajudam a desenvolver a conexão com o mundo espiritual e acessar o inconsciente.


*Criatividade e inspiração: Como musas das águas, elas são associada à arte, à música e à escrita.


*Amor e sedução: Seu poder atrativo as torna símbolos de magia para fortalecer relacionamentos ou atrair conexões.


*Limpeza e purificação: Como guardiãs das águas, as sereias podem ajudar a purificar emoções e energias negativas.



Como trabalhar com a energia das sereias


Conectar-se à energia das sereias envolve trabalhar com os elementos da água, música e emoção. Aqui estão algumas práticas mágicas para honrar e invocar sua presença.


Meditação da sereia


Sente-se em um lugar tranquilo perto de um corpo d'água (ou use uma tigela de água se estiver em casa). Feche os olhos e visualize uma sereia nadando em águas cristalinas, chamando você com um canto suave. Concentre-se no fluxo de suas emoções e deixe a energia da sereia guiá-lo para insights profundos sobre sua vida.



Altar para as sereias


Crie um altar com itens que representem o oceano: conchas, pérolas, cristais como água-marinha ou larimar, e velas azuis ou verdes. Ofereça músicas, poemas e objetos simbólicos às sereias como forma de agradecimento e conexão.



Ritual para conexão com as sereias


Materiais necessários:


*Uma tigela grande com água salgada (representando o mar)

*Uma vela azul ou verde

*Um cristal de água-marinha ou ametista

*Conchas ou pérolas (se possível)

*Uma música suave ou um canto (pode ser uma música feita por você)


Passo a passo:


Escolha um local calmo e tranquilo. Coloque a tigela de água no centro do espaço e posicione a vela de lado.

Ao acender a vela, visualize a luz refletindo na água, criando uma conexão entre você e o reino das sereias.

Cante ou ouça uma música suave que remeta ao oceano. Imagine que seu canto está chamando as sereias para se aproximarem.

Com as mãos sobre a tigela de água, diga:


"Sereias das águas, guardiãs do mistério e da emoção.

Eu as convido a este espaço,

Para trazer intuição, inspiração e conexão.

Mostrem-me o caminho para as profundezas do meu ser".


Observe a água na tigela e permita que sua mente mergulhe em suas emoções mais profundas Este é um momento de silêncio e instrospecção, onde as sereias podem enviar mensagens ou sinais.

Ao terminar, agradeça às sereias por sua presença. Apague a vela e despeje a água em um jardim ou em outro lugar da natureza, como forma de devolver a energia à terra.



Sinais de conexão com as sereias


Depois de realizar o ritual ou meditar, fique atento a sinais que indiquem que as sereias ouviram seu chamado, como: sonhos com água e oceanos, sentimento de calma e clareza emocional, sincronicidade envolvendo o mar ou temas aquáticos, inspiração criativa súbita.

As sereias são mais do que lendas; elas representam a profundidade de nossas emoções, o poder da intuição e a beleza do mistério. Trabalhar com sua energia é uma forma de explorar o lado mais fluido e mágico de si mesmo, conectando-se ao universo por meio do elemento água.

Permita que as sereias guiem você em sua jornada de autodescoberta e criatividade, trazendo inspiração e harmonia para sua vida.




quarta-feira, 10 de abril de 2019

Kianda, a sereia angolana



Kianda é uma divindade angolana das águas, protetora dos pescadores, equivalente à Iemanja, deusa das águas brasileira, de origem africana yoruba. Sua tradução em português seria "sereia". Todos os anos acontece a chamada "Festa da Kianda", de culto a divindade em Luanda, uma semana antes da festa da padroeira da Ilha e Ibendo (província em Bengo) em julho.
        Estes seres sobrenaturais podem ser benévolos ou malévolos e, acredita-se que podem habitar em rios, lagos ou mesmo em poços, no entanto, seu verdadeiro lar é o mar.
       A rainha das Kiandas, a primeira Kianda que deu origem às outras, segundo a lenda, morava nos rochedos ao redor da Fortaleza de São Miguel, perto da Praia do Bispo, em Luanda. Um dia, a Kianda vagava sozinha quando viu um pobre pescador que estava triste e sem esperança. Num momento de bondade, mostrou-lhe um tesouro escondido. O homem enriqueceu da noite para o dia, mas tornou-se egoísta e avarento. Passou a usar este dinheiro para seu próprio proveito sem se preocupar com mais ninguém.
        A kianda, que o acompanhava de longe, não gostou nada do que viu, e resolveu dar-lhe uma lição, deixando-lhe mais pobre que antes. Decepcionada com o comportamento egoísta e mesquinho do humano, a Kianda jurou que jamais ajudaria a outro homem e, em retaliação, passou a enfeitiçar com o seu canto, todos os que se aproximassem de suas águas, atraindo-os para o fundo do mar.



*Fontes:

Wikipedia
http://eportuguese.blogspot.pr/

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Ceasg, a sereia escocesa



⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.

A sereia Ceasg das Terras Altas da Escócia é representada por um ser metade mulher e metade salmão. Segundo a lenda, se um um marinheiro conseguir capturar uma ceasg, terá direito a três desejos.
       As ceasg eram conhecidas por atrair homens para a morte. A única forma de matar uma, seria destruir o que se parece com uma "horcrux", já que esses seres guardam suas almas em um objeto como uma concha, e o escondem para que ninguém tome posse.
       Se um marinheiro conseguisse despertar o amor verdadeiro em uma sereia, ela se transformaria em uma mulher humana.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Finfolk, as sereias e tritões da Escócia e Irlanda



⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.


Na Escócia e na Irlanda, as pessoas acreditavam em Finfolk, seres semelhantes a sereias que viviam em um reino subaquático chamado Finfolknheim, mas no verão, eles iam para a ilha Hildaland, onde podiam ser avistados por um breve momento. Podiam assumir a forma de peixes ou humanos. No entanto, para atrair pessoas para suas águas, podiam tomar a forma de animais marinhos, plantas ou mesmo roupas flutuantes. As fêmeas preferem aparecer como belas mulheres, com cabelos lisos e dourados, e pele de marfim. Já os machos preferem aparecer como pescadores em um barco a remo, ou apenas como um barco a remo vazio.




Os finfolk não podem casar-se entre si, caso contrário, a fêmea deve assumir a forma humana e trabalhar para conseguir prata para mantê-los vivos.
     Ao contrário dos selkies, os Finfolk não são nem amigáveis nem românticos. Em vez de cortejar o cônjuge de sua escolha, eles simplesmente os raptam. Muitas vezes são descritos como territoriais e gananciosos e, além de sua luxúria por humanos, possuem um fraco por prata. Para fugir de um finfolk, portanto, pode-se jogar moedas ou qualquer objeto de prata para longe que o finfolk o deixará para ir atrás da prata.

Ningyo, a sereia japonesa




⚠️ Conteúdo sensível: Este post contém temas como magia intensa, elementos sombrios e referências simbólicas à morte ou transformação espiritual.


No Japão, as as sereias são chamadas de Ningyo. A palavra "ningyo", formada por "nin", pessoa, e "gyo", peixe, trazida como sereia, é utilizada para designar orientais metade peixe e metade ser humano.
        Com o torso e o rosto variando entre humano e peixe, as sereias nipônicas possuem dedos longos, garras afiadas e brilhantes escamas douradas, podendo variar em tamanho, desde o tamanho de uma criança a um adulto. Suas cabeças foram, por vezes, descritas como sendo deformadas  possuidoras de chifres ou dentes proeminentes.
       Em outras versões, as ningyo são descritas com uma forma que lembra a versão mais familiar de sereias ocidentais. Segundo a lenda, são capazes de emitir um canto agradável como a canção de um pássaro ou o doce de uma flauta.
      Acredita-se que a carne de uma ningyo pode conceder a imortalidade e, suas lágrimas transformam-se em pérolas.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Sereia Akkuva


AKKRUVA (AV FRUVVA ou HAVFRU), Mitologia Nórdica, padroeira dos peixes e dos pescadores, Akkruva se apresentava como uma sereia, com longos e belos cabelos e cauda de peixe. Ela podia ajudar os pescadores, aparecendo no meio da neblina para avisar sobre a aproximação da tempestade. Se fosse por eles devidamente honrada, subia os rios até a nascente e levava consigo os cardumes de peixes, favorecendo sua captura. No entanto, quando ficava enfurecida por causa da falta de respeito ou de oferendas, provocava afogamentos — mas levava o corpo dos afogados de volta para casa.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Dia das sereias e outros seres das águas



     Nessa segunda-feira, dia 14 de março, é o dia dedicado às sereias e outros seres das águas como ninfas e ondinas. É o momento perfeito para se contatar estes seres, também, aproveitando a energia deste dia, pode-se realizar magias relacionadas ao amor, a amizade e a beleza. Uma ótima dica é jogar uma rosa ao mar ou mesmo num rio e fazer seu desejo, mas atenção porque cada cor desta flor atrai um tipo de energia em especial, e você deve escolher a que deseja, veja a seguir:

Significado das cores das rosas:





Rosas vermelhas - paixão, amor ardente, respeito, coragem e admiração.

Rosas amarelas - amor platônico, ou amor entre amigos, felicidade.

Rosas brancas - paz, inocência e pureza.

Rosas azuis - amor eterno, mistério, conquista daquilo que é impossível.

Rosas champanhe - admiração, simpatia, fidelidade entre o casal.

Rosas cor de rosa - amor, carinho.

Rosas cor de rosa escuro - gratidão.

Rosas cor de rosa claro - admiração e simpatia.

Rosas chá - respeito e admiração.

Rosas cor de laranja - deslumbramento e encanto.

Rosas coral - desejo e entusiasmo.

Rosas lilás - amor à primeira vista.

Rosa roxa - amor de mãe.


   Imagino que não seja fácil encontrar rosas azuis ou lilás, por isso, você mesmo pode dar um jeitinho de colorir suas rosas (não sei quanto tempo leva porque, confesso, que a última vez que tentei eu tinha oito anos e não me lembro). Mas você pode tentar, não custa nada! 

No Wiki How, tem uma dica super útil com ilustrações.



Banho de amor

 

      Para quem deseja ficar mais atraente ou encontrar o par ideal.
     Ferva dois litros de água. Apague o fogo. Junte as pétalas de rosas vermelhas, oito gotas de essência de pachuli e um punhado de alecrim. Deixe esfriar e jogue do pescoço para baixo depois do seu banho normal antes de sair de casa.


Para despertar sua ondina guardiã


         Não é segredo que todos nós temos espíritos guardiões, anjos, fadas e dragões, etc. Para despertar sua ondina pessoal, a melhor forma, é se conectando com ela, mostrando que percebe a presença dela, afinal, se é sua guardiã, ela já está ali, você só precisa se esforçar um pouquinho para senti-la. Nesse dia especial, acenda uma vela branca ou azul, feche os olhos e visualize sua ondina guardiã em você, como parte de você, vocês dois são uma única pessoa e o que um sente, o outro também sente. 

Expresse em palavras ou sentimentos sua gratidão pela companhia dela e peça-lhe que sempre lhe guie nos momentos mais difíceis. Pode deixar um presentinho para ela no seu altar ou em água corrente. Pode ser que você queira enfeitar seu cabelo com flores, usar pulseiras e colares de conchas e/ou pérolas, use! É sua ondina pedindo a você um pouco de atenção. 

 Se não puder acender uma vela, serve um incenso de rosas ou qualquer um que tiver a mão (se vire como puder, amiguinho), mas em último caso, se não tiver MESMO como acender uma vela ou um incenso, use apenas a visualização, mas o faça de coração, mais que presentes, velas e incensos, os seres da água, valorizam palavras vindas do coração, por isso, se tiver uma voz bonita, não tenha medo de cantar para elas. Pode soltar uma flor na água e cantar uma canção, visualizando as ondinas/ninfas/sereias recebendo sua flor e sua canção.
    

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Proteção de Iemanjá

      Rainha das águas salgadas, protetora dos sete mares, dona da Calunga Maior, com todas estas forças, Senhora, me proteja para que eu não caia em ciladas armadas pelo destino.
      Eu que dele desconheço, te rogo, Mãe Iemanjá, assim como a Senhora guarda e protege os tesouros do fundo do mar, me guarde e me proteja.
       Purificai, minha sagrada Mãe, tudo à minha volta e ao redor de todos que vivem comigo. Não permita, Senhora, que eu tome qualquer iniciativa perversa contra qualquer pessoa que de alguma forma queira me atingir.
       Dá-me forças para que eu os perdoe, que eles sejam meus irmãos e meus amigos, na força das tuas águas. Assim seja e assim será.
 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lorelei

     Lorelei, a pequena sereia do Reno, deu o seu nome a uma triste e bela lenda alemã. Tratava-se de uma mulher extraordinariamente bela, que vivia na cidade de Bacharach-sur-le-Rhin. O seu maior prazer era sentar-se num rochedo perto da margem, e pentear o seu longo cabelo louro, contemplando o seu reflexo na água e cantando uma canção cujo refrão dizia:
- Lorelei, Lorelei, Lorelei!
Lorelei era tão bela, que todos os homens se apaixonavam por ela. Todos sucumbiam aos seus encantos e ela não conseguia recusar os seus avanços. Era uma causa permanente de escândalos na pequena cidade, tanto mais que a maioria dos seus amantes, não suportando que ela não lhes desse o seu amor exclusivo, caíam em languidez, e às vezes suicidavam-se. Em breve, a Igreja soube do sucedido, e o Bispo persuadido que Lorelei era uma criatura do demónio, instrui-lhe um processo de feitiçaria. Interrogou-a longamente em tom severo, mas Lorelei respondeu-lhe com tal franqueza e inocência, que o austero Bispo, sentindo-se tocado no fundo do coração, deixou em liberdade a bela feiticeira. Esta todavia, pôs-se a chorar, dizendo:

- Não posso continuar a viver assim! A minha beleza traz a desgraça a todos os homens. Quanto a mim, apenas amei um homem e foi o único que me abandonou.

O Bispo cheio de pena, propôs a Lorelei que fosse para um convento, para se dedicar a Deus. Ela aceitou com o coração oprimido e pôs-se a caminho, acompanhada por três cavaleiros que lhe serviam de escolta. Chegados a uma falésia que dava para o Reno, ela disse-lhes:

- Deixem-me contemplar, uma ultima vez, o Reno, para que possa lembrar-me dele na minha cela.

Escalou o rochedo, e do cimo, viu um barco que vogava no Reno, então gritou: - Olhem este barco! O barqueiro é o homem que amo, o amor da minha vida! E em seguida, atirou-se ao Reno, sem que nenhum dos três cavaleiros a pudesse impedir.
Desde esse dia, cada vez que um barqueiro do Reno, entra no porto, julga ver, Lorelei, transformada em sereia e a chorar, sentada nos rochedos, penteando os seus longos cabelos de ouro.
E ouvem-se ao longe vozes, que dizem: - Lorelei! Lorelei! Lorelei!
São as vozes dos impotentes cavaleiros, que assistiram á morte de Lorelei.

Um poema a Lorelei

Lorei


Fada, querida !Foi verdade ou mentira?
Uma serenata cantada para me atrair - Céus! - não para me cortejar?
Uma mênade, mas, ainda assim, a mais doce menina.
Certamente me desvendastes complacentemente a pureza da vida.
Lorelei,
Uma poeta de tragédias,
Escrevo louvores à morte
Como ouso ?

Lorelei,
Não consegues ver que eu preciso de ti ?
Não consegues ver quão dolorosa é esta perda?
Habilidosamente recitaste a trágica pasquinada
Por todos os anos um deleite tão extraordinário
Causado por todos os olhares perplexos a observarem a confusão
E em meio a tudo isso lhe ofereci meu gentil comprimento:
O pobre idiota que alimentava o fogo
Curvou-se mendicante contra o meu coração medroso.

Lorelei,
Uma poeta de tragédias,
Escrevo louvores à morte
Que ousada ?
Não consegues ver que eu preciso de ti ?
Não consegues ver quão dolorosa é esta perda?
Talvez eu deva a ti esta elegia
Fora contrariada? Então preocupe-se com seu futuro.
Entre o Céu e o Inferno estas tu a incomparável fênix
Te peço, querida! - corteja à mim, não àquele prolixo furioso!

domingo, 4 de agosto de 2013

Iara

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   Iara ou Uiara ("senhora das águas") ou Mãe-d'água, segundo o folclore brasileiro, é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é parda, possui cabelos longos, verdes e olhos castanhos.
    
Lendas são histórias contadas de geração para geração verbalmente, e, comumente, sofrem variações.
Em uma delas, cronistas dos séculos XVI e XVII registraram que, no princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem-peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Pescadores de toda parte do Brasil, de água doce ou salgada, contam histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no leito das águas no fim da tarde. Surge sedutora à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.

A Iara

Vive dentro de mim, como num rio,
Uma linda mulher, esquiva e rara,
Num borbulhar de argênteos flocos, Iara
De cabeleira de ouro e corpo frio.
Entre as ninféias a namoro e espio:
E ela, do espelho móbil da onda clara,
Com os verdes olhos úmidos me encara,
E oferece-me o seio alvo e macio.
Precipito-me, no ímpeto de esposo,
Na desesperação da glória suma,
Para a estreitar, louco de orgulho e gozo...
Mas nos meus braços a ilusão se esfuma:
E a mãe-d'água, exalando um ai piedoso,
Desfaz-se em mortas pérolas de espuma.
(Olavo Bilac).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Iemanjá


ORAÇÃO PARA IEMANJÁ 

‘Salve, Estrela do Mar, deusa poderosíssima, mãe e advogada de todos os que navegam no mar agitado da vida! À vossa valiosa proteção confia-nos o vosso séqüito de auxiliares, sereias, ninfas, caboclas do mar, para serem nossas guias, protetoras, consolo e alento durante as tempestades da vida terrestre. Refugiamo-nos cheios de confiança e fé em vossa aura e manto vibratório. Seja nossa guia, seja nosso farol, seja sempre nossa brilhante estrela divina que nos orienta, a fim de que nunca pereçamos nem nos falte rumo da rota segura que nos fará desviar dos escolhos do mar agitado da vida material. Aceitai a minha devoção humilde como símbolo de meu carinho e esperança, para que eu possa trilhar o caminho vital com a mente limpa e o corpo sem os fluídos negativos que possam dificultar minhas atividades. Assim seja’.


No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras e até por membros de religiões distintas.
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados. Todavia, na cidade de São Gonçalo, os festejos acontecem no dia 10 de fevereiro.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam, no mar, oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à orixá.
Na umbanda, é considerada a divindade do mar.

 Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões. A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de "sincretismo" encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais "manifestações pagãs" em suas propriedades.

  Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos até demais, mas, quando se enfurecem ,são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. Geralmente, as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.


  • Dia: sexta-feira.
  • Data: 2 de fevereiro.
  • Metal: prata e prateados.
  • Cor: prata transparente, azul, verde água e branco.
  • Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá, melancia, cocada branca.
  • Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
  • Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras.
 Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem.
 No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial. Uma das maiores festas ocorre em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes. No mesmo estado, em Pelotas a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2008 chegou à 77ª edição. As embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregavam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.

No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador. Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar - também conhecida como Janaína
Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá. Todos os anos, na Praia de Tambaú, instala-se um palco circular cercado de bandeiras e fitas azuis e brancas ao redor do qual se aglomeram fiéis oriundos de várias partes do Estado e curiosos para assistir ao desfile dos orixás e, principalmente, da homenageada. Pela praia, encontram-se buracos com velas acesas, flores e presentes. Em 2008, segundo os organizadores da festa, 100 mil pessoas compareceram ao local.

Festa do Rio vermelho



A tradicional Festa de Iemanjá na cidade de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais.
A festa católica acontece na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, enquanto os terreiros de candomblé e umbanda fazem divisões cercadas com cordas, fitas e flores nas praias, delimitando espaço para as casas de santo que realizarão seus trabalhos na areia.
No Brasil, Iemanjá, na versão de Pierre Verger, representa a mãe que protege os filhos a qualquer custo.


Em Porto Alegre
A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Porto Alegre é a maior festa religiosa da cidade brasileira do sul do Brasil, e homenageia Nossa Senhora dos Navegantes e seu sincretismo afro-brasileiro. É realizada no dia 2 de fevereiro de cada ano desde 1870. Originalmente constava de uma procissão fluvial, com embarcações que singravam o Lago Guaíba desde o cais do porto, levando a imagem da santa do centro da cidade até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes. Hoje, por determinação impeditiva da Capitania dos Portos, a procissão é terrestre, levando a imagem desde a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no centro da cidade, até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes.Os organizadores da festa consideram que esta é a segunda maior romaria religiosa do País, ficando atrás apenas do Círio de Nazaré realizada em Belém do Pará. Com uma grande participação popular tanto na realização da festa, como nas comemorações.

Cuba



Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da santeria como santa padroeira dos portos de Havana.
Lydia Cabrera fala em sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.

sábado, 3 de novembro de 2012

Asrai e outros elementais da água

Pequenos e delicados seres da água que, se capturados à luz do dia, transformam-se em poças d'água.


Selkies - Uma variação de nossa Iara e nosso boto, são seres encantados da água  na forma de focas. As fêmeas podem deixar sua pele de foca e passear pela cidade, mas se alguém encontrar sua pele, ela é obrigada a ser uma boa esposa, embora triste. Se ela um dia recuperar sua pele, no entanto, voltará alegremente para a água e seu marido definhará até a morte. Os machos selkies provocam tempestades e viram navios par vingar a morte cruel das focas.

Each-uisge - Também chamado ech-oosh-kya e aughisky, é mais perigoso que o kelpie, pois é inofensivo quando está em terra, mas assim que avista a água, salta com seu viajante desavisado dentro dela e o devora por completo, deixando apenas o fígado.

Urish- habita as lagoas da Escócia e gosta da companhia humana, mas sua aparência estranha faz com que os humanos fujam dele. Ele possui patas de cabra e orelhas pontudas, como um sátiro, mas com ar bucólico.

Iara - Na forma de uma bela mulher que fica à beira dos rios, atraindo com sua bela voz homens incautos. Ela pode aparecer como uma sereia e tem sempre cabelos longos e escuros que vive a pentear. Ela toma conta dos rios e da água doce, mas há de se ter cuidado, pois seu encanto atrai pessoas para afogá-las.